"Assumindo que as funções ambientais são construídas, analistas do comportamento não perguntam como acontece o contato de alguém com a realidade, mas sim como se constrói a realidade na qual uma pessoa se comporta." (Benvenuti, 2010, p. 35) Skinner (1981) sistematizou um modelo de explicação do comportamento baseado na sensibilidade dos organismos às conseqüências. Não obstante, o comportamento é sensível não apenas a relações contingentes: eventos ambientais subsequentes à resposta, ainda que independentes dela, também podem afetar o responder. Alguns padrões gerados por esse tipo de relação comumente participam das discussões sobre a noção de "superstição". Mas do ponto de vista do organismo que se comporta, existe alguma diferença "real" entre comportamento supersticioso e não-supersticioso? Onde fica a fronteira entre nossas ações e crenças "verossímeis" e aquilo que chamamos de ilusão ou superstição? Qual é o limite da realidade? Boteco Behaviorista #27 - No limite da realidade - André Souza - César A. A. Rocha - Felipe Epaminondas - Marcela Ortolan - Marcelo Benvenuti - Natalia Ferrer - Natália Marques