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Pensamos em como, em vários níveis de práticas sociais e na organização burocrática do Estado, o quanto a nossa palavra é deslegitimada. O quanto no Brasil, por princípio, somos olhados e tratados como mentirosos e a presunção de inocência é sistematicamente violada (tanto mais quanto mais escuro for o tom da pele). Uma consequência perversa da colonização (deve-se desconfiar dos colonizados em submeter-se) que corrói relações e produz, em nós, marcas subjetivas adoecidas. Nosso inconsciente coletivo colonizado reproduz estruturas que se manifestam de forma palpável nas relações de desconfiança.
By Fernanda Carlos BorgesPensamos em como, em vários níveis de práticas sociais e na organização burocrática do Estado, o quanto a nossa palavra é deslegitimada. O quanto no Brasil, por princípio, somos olhados e tratados como mentirosos e a presunção de inocência é sistematicamente violada (tanto mais quanto mais escuro for o tom da pele). Uma consequência perversa da colonização (deve-se desconfiar dos colonizados em submeter-se) que corrói relações e produz, em nós, marcas subjetivas adoecidas. Nosso inconsciente coletivo colonizado reproduz estruturas que se manifestam de forma palpável nas relações de desconfiança.