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Em entrevista ao Café com Política, o vereador Dr. Bruno Pedralva (PT) fez duras críticas à decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de promover cortes e demissões no Sistema Único de Saúde (SUS), com impacto direto sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Médico e em seu segundo mandato na Câmara Municipal, Pedralva afirmou que a medida compromete o atendimento à população, especialmente em um momento de alta demanda provocada por doenças respiratórias. “A saúde já opera no limite. Reduzir equipes significa aumentar o tempo de espera e, no caso do SAMU, isso pode custar vidas”, declarou.
Segundo o parlamentar, a opção do Executivo por cortar gastos na saúde é politicamente equivocada e socialmente injusta. Ele citou pesquisas eleitorais recentes que apontam a saúde como o principal problema da capital e questionou a priorização orçamentária da Prefeitura. Pedralva comparou as demissões no SAMU com despesas em outras áreas, como subsídios ao transporte público e cargos comissionados, e afirmou que não há “gordura” a ser cortada no SUS. Para ele, atribuir à saúde a responsabilidade pelo déficit municipal ignora o crescimento dos repasses federais e o papel de Belo Horizonte como polo regional de atendimento.
Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o vereador também destacou que o tema provocou uma mobilização incomum na Câmara, reunindo parlamentares de diferentes campos políticos, como PT e PL, contra as demissões. De acordo com Pedralva, ao menos 16 vereadores já se posicionaram publicamente pela suspensão dos cortes, e o Ministério Público foi acionado para avaliar a legalidade das medidas. Ele alertou para os riscos operacionais de reduzir equipes do SAMU, especialmente em atendimentos de alta complexidade, como casos de parada cardiorrespiratória, e disse esperar uma decisão judicial que garanta o direito fundamental à saúde.
Além da saúde, Pedralva criticou a atuação da gestão do prefeito Álvaro Damião (UNIÃO) em áreas como infraestrutura, educação e políticas para a população em situação de rua. Na avaliação do vereador, falta capacidade de gestão e diálogo com servidores e movimentos sociais. Ele defendeu a negociação com professores em greve, o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências científicas e se posicionou contra propostas de internação compulsória como regra para dependência química, classificando-as como ineficazes.
Ao final da entrevista, Pedralva confirmou que é pré-candidato a deputado estadual em 2026, afirmando que pretende levar para a Assembleia Legislativa a defesa do SUS, dos direitos sociais e das pautas que, segundo ele, têm sido negligenciadas pelo Executivo municipal. Mesmo com a pré-candidatura, garantiu que seguirá atuando na Câmara de Belo Horizonte e liderando a oposição aos cortes na saúde.
By Jornal O TEMPOEm entrevista ao Café com Política, o vereador Dr. Bruno Pedralva (PT) fez duras críticas à decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de promover cortes e demissões no Sistema Único de Saúde (SUS), com impacto direto sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Médico e em seu segundo mandato na Câmara Municipal, Pedralva afirmou que a medida compromete o atendimento à população, especialmente em um momento de alta demanda provocada por doenças respiratórias. “A saúde já opera no limite. Reduzir equipes significa aumentar o tempo de espera e, no caso do SAMU, isso pode custar vidas”, declarou.
Segundo o parlamentar, a opção do Executivo por cortar gastos na saúde é politicamente equivocada e socialmente injusta. Ele citou pesquisas eleitorais recentes que apontam a saúde como o principal problema da capital e questionou a priorização orçamentária da Prefeitura. Pedralva comparou as demissões no SAMU com despesas em outras áreas, como subsídios ao transporte público e cargos comissionados, e afirmou que não há “gordura” a ser cortada no SUS. Para ele, atribuir à saúde a responsabilidade pelo déficit municipal ignora o crescimento dos repasses federais e o papel de Belo Horizonte como polo regional de atendimento.
Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o vereador também destacou que o tema provocou uma mobilização incomum na Câmara, reunindo parlamentares de diferentes campos políticos, como PT e PL, contra as demissões. De acordo com Pedralva, ao menos 16 vereadores já se posicionaram publicamente pela suspensão dos cortes, e o Ministério Público foi acionado para avaliar a legalidade das medidas. Ele alertou para os riscos operacionais de reduzir equipes do SAMU, especialmente em atendimentos de alta complexidade, como casos de parada cardiorrespiratória, e disse esperar uma decisão judicial que garanta o direito fundamental à saúde.
Além da saúde, Pedralva criticou a atuação da gestão do prefeito Álvaro Damião (UNIÃO) em áreas como infraestrutura, educação e políticas para a população em situação de rua. Na avaliação do vereador, falta capacidade de gestão e diálogo com servidores e movimentos sociais. Ele defendeu a negociação com professores em greve, o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências científicas e se posicionou contra propostas de internação compulsória como regra para dependência química, classificando-as como ineficazes.
Ao final da entrevista, Pedralva confirmou que é pré-candidato a deputado estadual em 2026, afirmando que pretende levar para a Assembleia Legislativa a defesa do SUS, dos direitos sociais e das pautas que, segundo ele, têm sido negligenciadas pelo Executivo municipal. Mesmo com a pré-candidatura, garantiu que seguirá atuando na Câmara de Belo Horizonte e liderando a oposição aos cortes na saúde.