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Censura à liberdade de expressão é inaceitável. As decisões da Justiça devem ser respeitadas, porém elas têm que respeitar o que dita a Constituição Federal. A decisão do TSE de proibir manifestações políticas de artistas e do público presentes ao Lollapallooza só encontrou críticas, até mesmo de juízes do próprio Tribunal, segundo o jornal Estado de São Paulo.
A todos os cidadãos é garantido o direito de se manifestar espontaneamente, mesmo que para demonstrar suas preferências politicas para este ou aquele candidato, como aconteceu durante todo o evento.
O agronegócio do Mato Grosso, por exemplo, nunca é demais lembrar, apoia o atual presidente da República. Recentemente representantes do setor expuseram esta preferência em grandes outdoors ao longo de importantes vias públicas do Estado. A oposição reclamou à Justiça, alegando que aquelas peças publicitarias representavam campanha política antecipada.
A Justiça eleitoral entendeu que não.
Os outdoors continuaram no mesmo lugar.
Bastou a cantora Pablo Vittar, durante o seu show no Lollapallooza afirmar o seu apoio ao candidato ex-presidente Lula para que o seu gesto fosse considerado como propaganda política antecipada pelo TSE, que foi provocado pelo Partido Liberal, partido do presidente em exercício.
Ora bolas, um peso e duas medidas?
Aos que contrariassem a decisão judicial durante apresentação no Lollapallooza, seria imputado multa no valor de 50 mil reais.
Infelizmente aconteceu o que não precisava acontecer. A decisão da Justiça foi contestada em público. Todos os artistas que subiram ao palco, até mesmo os estrangeiros, se manifestaram politicamente contra o atual presidente da república.
Era de se esperar....
Agora vamos refletir. Pablo Vittar e os demais artistas que se apresentaram no evento são cidadãos comuns, não foram pagos por nenhum partido ou candidato e não estavam usando recursos públicos.
Foram manifestações espontâneas.
Já o presidente da república, com suas motociatas, para ficar só nelas, faz propaganda política antecipada todos os finais de semana. E pior, com recursos públicos, recursos que por sinal fazem falta à saúde e a educação, por exemplo.
E não há nenhum tipo de manifestação judicial no sentido contrário.
A repercussão foi ampla. Todos diziam que a ação do TSE representava censura e que “haviam sido pedida pela presidente da República”. Na verdade, pelo partido ao qual está filiado. Mas repercussão é repercussão. E esta foi das grandes.
Pegou mal para o chefe do executivo.
No final da tarde da segunda-feira, o PL retirou a ação. Dizem que a pedido do presidente da República que, inclusive, ficou irritado com a iniciativa do partido.
Difícil acreditar. O histórico aponta no sentido contrário, mas...
Em tempos de fake news, algumas delas elaboradas ou compartilhadas pelo próprio presidente, tudo é dúvida
Censura à liberdade de expressão é inaceitável. As decisões da Justiça devem ser respeitadas, porém elas têm que respeitar o que dita a Constituição Federal. A decisão do TSE de proibir manifestações políticas de artistas e do público presentes ao Lollapallooza só encontrou críticas, até mesmo de juízes do próprio Tribunal, segundo o jornal Estado de São Paulo.
A todos os cidadãos é garantido o direito de se manifestar espontaneamente, mesmo que para demonstrar suas preferências politicas para este ou aquele candidato, como aconteceu durante todo o evento.
O agronegócio do Mato Grosso, por exemplo, nunca é demais lembrar, apoia o atual presidente da República. Recentemente representantes do setor expuseram esta preferência em grandes outdoors ao longo de importantes vias públicas do Estado. A oposição reclamou à Justiça, alegando que aquelas peças publicitarias representavam campanha política antecipada.
A Justiça eleitoral entendeu que não.
Os outdoors continuaram no mesmo lugar.
Bastou a cantora Pablo Vittar, durante o seu show no Lollapallooza afirmar o seu apoio ao candidato ex-presidente Lula para que o seu gesto fosse considerado como propaganda política antecipada pelo TSE, que foi provocado pelo Partido Liberal, partido do presidente em exercício.
Ora bolas, um peso e duas medidas?
Aos que contrariassem a decisão judicial durante apresentação no Lollapallooza, seria imputado multa no valor de 50 mil reais.
Infelizmente aconteceu o que não precisava acontecer. A decisão da Justiça foi contestada em público. Todos os artistas que subiram ao palco, até mesmo os estrangeiros, se manifestaram politicamente contra o atual presidente da república.
Era de se esperar....
Agora vamos refletir. Pablo Vittar e os demais artistas que se apresentaram no evento são cidadãos comuns, não foram pagos por nenhum partido ou candidato e não estavam usando recursos públicos.
Foram manifestações espontâneas.
Já o presidente da república, com suas motociatas, para ficar só nelas, faz propaganda política antecipada todos os finais de semana. E pior, com recursos públicos, recursos que por sinal fazem falta à saúde e a educação, por exemplo.
E não há nenhum tipo de manifestação judicial no sentido contrário.
A repercussão foi ampla. Todos diziam que a ação do TSE representava censura e que “haviam sido pedida pela presidente da República”. Na verdade, pelo partido ao qual está filiado. Mas repercussão é repercussão. E esta foi das grandes.
Pegou mal para o chefe do executivo.
No final da tarde da segunda-feira, o PL retirou a ação. Dizem que a pedido do presidente da República que, inclusive, ficou irritado com a iniciativa do partido.
Difícil acreditar. O histórico aponta no sentido contrário, mas...
Em tempos de fake news, algumas delas elaboradas ou compartilhadas pelo próprio presidente, tudo é dúvida