Mensagem recibido por psicofonía, na Casa de Oraçao Fé e Amor de Campinas, 02 de julho de 1998, através da médium Eliana dos Santos.
Incluido na Boa Nova 47 Alfabeto Teológico: A Arte da Dor. Yoshua - Vol. II, publicado por Cárita Editora Espírita.
Veja o texto completo da prece.
Vamos nos preparando para esta prece de Pai-Nosso...
Vamos preparando nosso coraçãozinho, para a prece junto de Jesus-menino...
Vamos... retirando de dentro de nós, as sombras que nos afastam do Pai.
Vamos esvaziando-nos para cantarmos juntos a prece que vai nos alegrar, e deixar nesta noite a certeza deste Deus de amor que faz nascer o sol sobre os bons e os ruins.
Filho querido, não lamente o mal que tu mesmo amontoaste sobre tua cabeça.
Olha que frase maravilhosa: não lamentes o mal que tu mesmo amontoastes sobre tua cabeça.
Deus é pura bondade.
Um amor inexprimível e belíssimo.
Uma grandeza também inapreensível por nossa parca capacidade de ser e de perceber.
A dor foi feita, neste processo milenar antigo, de experiências que vamos aqui e ali, para crescermos e reconhecermos o quê, de divino, em nós brilha e ali permanece ainda oculto por nós.
Há um lugarzinho em nós, aberto, pura luz, no centro de nós.
Vamos buscar este lugar para darmos as mãos a esta luz e seguirmos, contentes, em busca de Jesus.
É a nossa hora.
Quando falamos Jesus, queremos dizer tudo que Ele representa de grandeza d'alma, de capacidade de amar, de sabedoria, de caridade, de fraternidade.
Estes sentimentos chamados virtudes são o que nos dá paz e felicidade.
Tudo mais, irmãos queridos, são objetivos e alvos, que se consquistados, logo nos chamam para novos alvos.
São alvos perecíveis.
Alvos não tão importantes e essenciais, porque tão logo alcançados - como uma criança alcança a alfabetização - logo depois passará a leitura, e logo depois ao estudo superior... e assim vai deixando para trás aquele tempo, como se fôra uma brincadeira inocente.
(Pausa).
Os alvos materiais de nossa vida são para isto: para serem superados, ultrapassados.
Mas o alvo espiritual, este, desde o início, esteve presente, e ele é tudo.
Ele é o eixo, é o final. Ponto de partida e ponto de chegada nosso.
Portanto, vamos agora viver nesta oração um pequeno momento onde abrimos nosso coração para esta prece de amor.
Vamos falar com amor.
A prece tem o poder da cura. Ela nos curará nesta noite. Trará paz para nós.
Aqui reunidos debaixo destas estrelas, neste teto, prontos para a oração, e levando daqui o projeto de orar e o alvo da prece e da oração e da melhoria íntima como alvos essenciais de vida...
Este é o essencial. Isto! É para isto que se cria a Doutrina Espírita, as Doutrinas Espiritualistas, as Casas de Oração... e almas mergulham na Terra para testemunhar a paz que só encontramos em Deus.
Todas as outras alegrias sensórias-materiais, elas são como um poço, cuja água se esgota.
Por mais que você tire ela se esgota. Você terá que refundar o poço, ou terá que tirar menos água. Não poderá dividí-la com toda a Comunidade, porque ela se esgota.
Terá que ter precaução, cuidado, como as virgens que levavam o azeite na lâmpada, para que o noivo viesse e as achassem.
Os cuidados materiais da Terra são limitados e finitos. E por isso mesmo substituíveis, abandonáveis, superáveis...
Mas Deus, o infinito, e a paz eterna que Deus traz, isto, todas as experiências finitas e superáveis, são para encontrarmos esta experiência infinita, insuperável. Chegando nela acaba-se a jornada.
Como narrar e descrever este encontro a quem ainda não O encontrou?