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A liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, revelou um desequilíbrio grave entre caixa e compromissos financeiros e reacendeu um debate essencial: como investimentos de alto risco, muitas vezes travestidos de oportunidades seguras, chegam a milhares de carteiras pelo país. O caso virou exemplo de um problema estrutural do mercado financeiro: a dificuldade de o investidor comum identificar riscos ocultos.
Em O TEMPO Entrevista, o CEO e diretor de Consultoria da Stokos Wealth Management, Henrique Stuart, explicou que o modelo de captação do banco já indicava fragilidades muito antes da liquidação. “Quando uma instituição precisa pagar 120% ou 130% do CDI para captar recursos, isso significa que ela já não consegue financiamento em condições normais. Esse custo elevado precisa ser compensado com ativos ainda mais arriscados, o que cria um ciclo insustentável”, afirmou.
Para Banker da Stokos, Leon David, outro fator decisivo é a forma como esses produtos são distribuídos ao público. “Muitos investimentos problemáticos se espalham porque pagam comissões mais altas a quem os vende. O investidor acredita que está sendo orientado, mas muitas vezes não sabe que o incentivo está no produto, não na proteção do patrimônio”, disse. Segundo ele, a promessa de retorno elevado costuma ser o primeiro alerta de que há risco adicional envolvido.
O jornalista e apresentador Léo Mendes também abordou o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a falsa sensação de segurança criada por essa proteção. Os especialistas reforçaram que o fundo não cobre todos os cenários e que confiar apenas nele pode ser um erro. “Não existe retorno extra sem risco extra. Se algo parece bom demais pra ser verdade, provavelmente é”, resumiu Stuart. O alerta final é direto: mais do que buscar rendimento, o investidor precisa entender quem está sendo remunerado e por quê.
Entenda mais sobre como identificar investimentos seguros e sobre o papel dos especialistas nesse processo. O TEMPO Entrevista, com os convidados Henrique Stuart e Leon David, vai ao ar no sábado, 28 de março, às 14h, no canal de O TEMPO no YouTube.
By O TEMPOA liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, revelou um desequilíbrio grave entre caixa e compromissos financeiros e reacendeu um debate essencial: como investimentos de alto risco, muitas vezes travestidos de oportunidades seguras, chegam a milhares de carteiras pelo país. O caso virou exemplo de um problema estrutural do mercado financeiro: a dificuldade de o investidor comum identificar riscos ocultos.
Em O TEMPO Entrevista, o CEO e diretor de Consultoria da Stokos Wealth Management, Henrique Stuart, explicou que o modelo de captação do banco já indicava fragilidades muito antes da liquidação. “Quando uma instituição precisa pagar 120% ou 130% do CDI para captar recursos, isso significa que ela já não consegue financiamento em condições normais. Esse custo elevado precisa ser compensado com ativos ainda mais arriscados, o que cria um ciclo insustentável”, afirmou.
Para Banker da Stokos, Leon David, outro fator decisivo é a forma como esses produtos são distribuídos ao público. “Muitos investimentos problemáticos se espalham porque pagam comissões mais altas a quem os vende. O investidor acredita que está sendo orientado, mas muitas vezes não sabe que o incentivo está no produto, não na proteção do patrimônio”, disse. Segundo ele, a promessa de retorno elevado costuma ser o primeiro alerta de que há risco adicional envolvido.
O jornalista e apresentador Léo Mendes também abordou o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a falsa sensação de segurança criada por essa proteção. Os especialistas reforçaram que o fundo não cobre todos os cenários e que confiar apenas nele pode ser um erro. “Não existe retorno extra sem risco extra. Se algo parece bom demais pra ser verdade, provavelmente é”, resumiu Stuart. O alerta final é direto: mais do que buscar rendimento, o investidor precisa entender quem está sendo remunerado e por quê.
Entenda mais sobre como identificar investimentos seguros e sobre o papel dos especialistas nesse processo. O TEMPO Entrevista, com os convidados Henrique Stuart e Leon David, vai ao ar no sábado, 28 de março, às 14h, no canal de O TEMPO no YouTube.