
Sign up to save your podcasts
Or


Foi anunciado recentemente que a China passou os Estados Unidos como país com maior número de citações nos extratos dos artigos mais citados do mundo. A notícia é importante porque parece mostrar que a China se consolida como maior produtora mundial de ciência, já que há cerca de 5 anos a China é também o país que produz a maior quantidade de trabalhos publicados em periódicos científicos de todo o mundo. Se tomarmos o número de citações como medida de qualidade (o que é muito polêmico, como discutido aqui em vídeos anteriores do canal), seria então possível dizer que no momento a China produz ciência na maior quantidade e com a melhor qualidade do planeta.
Esse anúncio é muito relevante porque mexe com o imaginário das pessoas e com a geopolítica mundial de geração do conhecimento. Por exemplo, parece fazer sentido perguntar por que motivo um estudante chinês deveria deixar a China para estudar nos Estados Unidos, Canadá ou Europa se na China se produz a melhor ciência do mundo. O problema é que os estudantes chineses são os maiores financiadores das universidades americanas, canadenses e europeias, de forma que essa possibilidade está aterrorizando o sistema acadêmico do Norte. O que pode acontecer então se as universidades chinesas começarem a atrair estudantes de outros países em grande quantidade ?
Por conta dessas mudanças, há um movimento com o objetivo de resistir e contestar o avanço chinês. Como ? Por exemplo, mexendo nos rankings.
Você já ouviu falar do Harvardômetro ? O Harvardômetro é um daqueles rankings em que se mexem nos itens e nos pesos até que eles apontem a liderança das universidades americanas e europeias no mundo. Assim, enquanto Harvard não for a universidade número um do planeta, o ranking não está pronto.
Nesse sentido, lideranças acadêmicas nos Estados Unidos, Canadá e Europa estão dizendo que os chineses produzem mais papers, obtêm mais citações, mas não são os verdadeiros líderes dessas pesquisas, que continuam sendo lideradas por pesquisadores e laboratórios americanos, canadenses e europeus. Fomenta-se, portanto, um item de liderança para trazer esses países de volta ao topo do ranking da produção científica. Pode ir se preparando que esses índices serão copiados e trazidos para o Brasil em breve, de forma que você terá que indicar o número de papers publicados, o seu índice H e o seu índice de liderança, seja lá isso o que for.
Assim, se você acha que esses rankings são sérios, assista os vídeos anteriores do canal em que falamos desse tema. E se a China passa os Estados Unidos, Canadá e Europa nos rankings de produção científica, a solução é simples: Harvardômetro neles !!!!
https://asia.nikkei.com/Business/Science/China-tops-U.S.-in-quantity-and-quality-of-scientific-papers
https://www.science.org/content/article/china-rises-first-place-most-cited-papers?cookieSet=1
https://youtu.be/xSfpPwL3SaY
https://youtu.be/cQWlnTyOSig
https://youtu.be/__ZsAMexiqw
https://youtu.be/Yt791gcyyzg
https://youtu.be/Mh_HuS0ykr4
https://youtu.be/x7CM4qhAJG4
By Jose Carlos PintoFoi anunciado recentemente que a China passou os Estados Unidos como país com maior número de citações nos extratos dos artigos mais citados do mundo. A notícia é importante porque parece mostrar que a China se consolida como maior produtora mundial de ciência, já que há cerca de 5 anos a China é também o país que produz a maior quantidade de trabalhos publicados em periódicos científicos de todo o mundo. Se tomarmos o número de citações como medida de qualidade (o que é muito polêmico, como discutido aqui em vídeos anteriores do canal), seria então possível dizer que no momento a China produz ciência na maior quantidade e com a melhor qualidade do planeta.
Esse anúncio é muito relevante porque mexe com o imaginário das pessoas e com a geopolítica mundial de geração do conhecimento. Por exemplo, parece fazer sentido perguntar por que motivo um estudante chinês deveria deixar a China para estudar nos Estados Unidos, Canadá ou Europa se na China se produz a melhor ciência do mundo. O problema é que os estudantes chineses são os maiores financiadores das universidades americanas, canadenses e europeias, de forma que essa possibilidade está aterrorizando o sistema acadêmico do Norte. O que pode acontecer então se as universidades chinesas começarem a atrair estudantes de outros países em grande quantidade ?
Por conta dessas mudanças, há um movimento com o objetivo de resistir e contestar o avanço chinês. Como ? Por exemplo, mexendo nos rankings.
Você já ouviu falar do Harvardômetro ? O Harvardômetro é um daqueles rankings em que se mexem nos itens e nos pesos até que eles apontem a liderança das universidades americanas e europeias no mundo. Assim, enquanto Harvard não for a universidade número um do planeta, o ranking não está pronto.
Nesse sentido, lideranças acadêmicas nos Estados Unidos, Canadá e Europa estão dizendo que os chineses produzem mais papers, obtêm mais citações, mas não são os verdadeiros líderes dessas pesquisas, que continuam sendo lideradas por pesquisadores e laboratórios americanos, canadenses e europeus. Fomenta-se, portanto, um item de liderança para trazer esses países de volta ao topo do ranking da produção científica. Pode ir se preparando que esses índices serão copiados e trazidos para o Brasil em breve, de forma que você terá que indicar o número de papers publicados, o seu índice H e o seu índice de liderança, seja lá isso o que for.
Assim, se você acha que esses rankings são sérios, assista os vídeos anteriores do canal em que falamos desse tema. E se a China passa os Estados Unidos, Canadá e Europa nos rankings de produção científica, a solução é simples: Harvardômetro neles !!!!
https://asia.nikkei.com/Business/Science/China-tops-U.S.-in-quantity-and-quality-of-scientific-papers
https://www.science.org/content/article/china-rises-first-place-most-cited-papers?cookieSet=1
https://youtu.be/xSfpPwL3SaY
https://youtu.be/cQWlnTyOSig
https://youtu.be/__ZsAMexiqw
https://youtu.be/Yt791gcyyzg
https://youtu.be/Mh_HuS0ykr4
https://youtu.be/x7CM4qhAJG4