RPG Next apresenta... Crônicas de Damocles - Episódio 01 - Gaspar de Gusmão.
Bem vindos às Crônicas de Damocles, uma série de aventuras gravadas que se passa no mundo de Damocles:O início, um mundo de aventura onde a fantasia e a ficção científica se misturam.
Prólogo
– Prefeito, o que vamos fazer?
– Acho que teremos de evacuar a cidade, não há tempo de chegarem as tropas de Bragança. E se não retirarmos as pessoas vão todos morrer.
– Malditos insetos!
– Sim. Não temos tempo a perder.
O prefeito Franz Klüger está numa situação realmente desesperadora. Algiers é uma cidade adorável com suas plantações, clima ameno e a água doce que desce das montanhas. Anualmente ocorre aqui a festa dos tomates , quando o rei em pessoa vem a Algiers para plantar a árvore simbólica. Não obviamente uma árvore de tomates, mas um carvalho.. As festividades são grandes e as pessoas aproveitam bastante. Esse ano, no entanto, provavelmente não poderá ocorrer essa festa. Ontem à noite um criador de cabras na montanha, chegou desesperado falando que da caverna próxima à antiga torre dos necromantes um enorme exército dos insectóides está saindo. Ele não conseguiu precisar um número pois não ficou próximo para contar mas estima que sejam milhares.
“Milhares de insetos. O que vamos fazer?” Pensa desesperado o pobre prefeito. “Não há tempo hábil para evacuar a cidade inteira.
Quando sai para a rua pode ver o pobre encarregado Emile Dupont, urgindo as pessoas a saírem. A não deixarem nada para trás, a abandonarem seus sonhos. Os insetos estão chegando... “Malditos insetos” pensa o pobre homem. Subitamente ele sente um toque no ombro.
– Com licença, o senhor é o responsável pela cidade?
– Quem é você homem?
– Sou Gaspar de Gusmão. Venho de Bragança. Vejo que o senhor está com problemas. Posso ajudar?
– Só se você possuir um canhão ancestral com você! Um exército de insectóides está vindo. A cidade vai ser tomada.
– Nas minhas aventuras eu geralmente vejo que aqueles que reportam são dados a exageros. Se importaria se eu ajudasse? Posso tentar deter essa invasão. Não devem ser muitos.
– Não seja louco homem! Você, um desconhecido, um ninguém, não pode enfrentar um exército de insectóides. Eles estão vindo das montanhas! De perto da torre do necromante!
– Obrigado. Era o que eu precisava saber.
O Prefeito vê para seu espanto o jovem montar em seu cavalo desembainhar sua espada e falar:
– Povo de Algiers! Hoje os insectóides os ameaçam! Mas saibam que eu estou aqui! Gaspar de Gusmão! E vou impedir que esses monstros lhes façam mal! Pela vitória!
O prefeito vê o louco cavalgando para a montanha. “Pobre diabo, com certeza vai virar comida de insetos. Malditos insetos! Preciso tirar as pessoas da cidade!” Ele reinicia então seu trabalho de evacuação.
Gusmão está feliz, Cavalgando bravamente em direção ao perigo, ele conta como certa a vitória. É uma pena que o Bonifácio não esteja aqui com ele. Faz anos que esse velho amigo e, de certa forma, mentor o deixou para começar sua “aposentadoria”. Gusmão até consegue entender os motivos do velho, mas espera nunca precisar se preocupar com isso. Velhice, a própria palavra lhe dá medo. Mas não hoje! Hoje ele tem um bando de insectóides para enfrentar e uma vila para salvar! Como é bom estar vivo num dia desses!
A subida é íngreme e o cavalo só consegue levá-lo até um certo ponto. Ele amarra o bom animal numa árvore próxima e começa a subida. Sua armadura de couro de Rur, ajustando-se ao corpo. No caminho, ele encontra um koltrano subindo a estrada junto a um garoto humano.
– Boa tarde senhores. Tomem cuidado. Essa rota estará em breve infestada de insectóides. Os senhores deveriam descer e se abrigar. – Fala Gusmão para a dupla, que o olha de maneira curiosa.
– Insectóides você disse? – Pergunta o Koltrano, seus olhos vermelhos e iluminados brilhando de maneira estranha.
– Silêncio! – Fala o estranho menino. – Você!