Espero que a chuva passe
Entre os enlaces da imaginação
Espero florescer na face
O que a tempos nasce da purificação
Não espere que o vento trace
Um rio que abrace toda inundação
Escreve com o olho e amasse
Num papel que casse a hora e a razão
Poesia para mulher que nasce
Pulsa maternal toda vez, após anunciação
Um dia cheio e um feliz disfarce
Outro num vazio trace a desconstrução
Purga à melodia que nos arraste
Atrai as flores essa tal condição
O menor desenho, o verbo inpirastes
Escala da sorte, ordenas em tuas mãos
Se, puderes... a menor, olhares
Expurga desordem, põe-se indignação
Dederes em fios que aviastes
Costuras partidos, pelo sim, pelo não
Se todas as forças em flores contasse
Do perfume natural de tuas mãos
Às vezes tão cedo, nada imaginasse
O esforço, a palavra põe-se igual no coração!
E sem medos você chegasse
O quando, de saltos no chão
E milhões de beijos te encontrasse
Um buquet de rosas, te abrindo o portão!
COALHADO DE AMOR
erhi Araujo