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No episódio de hoje, eu converso com Mariana Berzin Carbonari Dutra, a Mari — brasileira, mãe da Olivia, de 3 anos, e da Laura, de 1, e alguém que carrega os idiomas como parte importante da própria história.
Nascida em São Paulo, a Mari se mudou para os Estados Unidos aos 12 anos, voltou ao Brasil aos 18 e, depois de passar os últimos 10 anos em Belo Horizonte, começou um novo capítulo em Portugal ao lado do marido, Lucas, e das duas filhas. Formada em Hotelaria, hoje ela trabalha como professora de inglês e também no mercado de marketing digital.
E mesmo morando em um país onde o português faz parte do cotidiano, a Mari fez uma escolha: trazer o inglês para dentro de casa e criar as filhas em contato com os dois idiomas desde muito pequenas.
Mas como fazer isso quando a segunda língua não acontece naturalmente fora de casa? Os pais precisam ser fluentes? A criança pode confundir os idiomas? Aprender duas línguas pode atrasar a fala? E existe uma idade certa para começar?
Falamos sobre como transformar situações simples do dia a dia em oportunidades de aprendizado, sobre o desenvolvimento do cérebro nos primeiros anos de vida e, principalmente, sobre tirar o bilinguismo daquele lugar de “isso não é para mim” e enxergá-lo como algo que pode começar aos poucos, dentro da própria família.
Um episódio para quem gostaria de oferecer uma segunda língua aos filhos, mas talvez ainda não saiba por onde começar. 🌎💛
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A gente se encontra no próximo episódio.
Um beijo,
Giovanna
No episódio de hoje, eu converso com Kandre Requião — baiana, profissional de marketing, criadora de conteúdo, casada com o Marcos e mãe do Bernardo, de 15 anos, e da Liv, de 7. Hoje, ela vive com a família em Massachusetts, nos Estados Unidos.
Mas a história da Kandre com a maternidade começa muito antes de ela se tornar mãe.
Sua infância foi marcada pelo alcoolismo do pai, pela violência doméstica, pela ausência de proteção e por situações que nenhuma criança deveria precisar enfrentar. E foi justamente a partir dessas experiências que, ainda muito nova, nasceu nela uma certeza: um dia, ela adotaria uma criança e tentaria oferecer aquilo que tantas vezes lhe faltou — cuidado, segurança e alguém disposto a ficar.
Anos depois, esse desejo cruzou o caminho do Bernardo.
Ele já havia vivido rejeições, devoluções e carregava traumas que apareciam, muitas vezes, através da agressividade. Enquanto muitos enxergavam uma criança “difícil”, Kandre queria entender o que existia por trás daquele comportamento — e por que os adultos continuavam desistindo dele.
Neste episódio, falamos sobre adoção para além da romantização: trauma, construção de vínculo, acompanhamento psicológico, pertencimento e o compromisso necessário para acolher uma criança que já viveu tantas rupturas.
Falamos também sobre a chegada da Liv pouco tempo depois da adoção, sobre o autismo, sobre a relação entre os irmãos, sobre o racismo enfrentado pela família e sobre a decisão de recomeçar nos Estados Unidos.
Uma conversa sobre duas infâncias marcadas pela falta de proteção em momentos e circunstâncias diferentes — e sobre a família que Kandre e Marcos escolheram construir a partir delas.
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Giovanna
No episódio de hoje, eu converso com Luana Puchalsk — curitibana, psicóloga, casada com o Guilherme e mãe da Stella, de 21 meses. Desde 2021, ela vive em Massachusetts, nos Estados Unidos, onde também viveu uma das maiores transformações da sua vida: tornar-se mãe.
Antes da Stella nascer, a Luana imaginava que conseguiria conciliar a maternidade com os atendimentos. Chegou a voltar ao trabalho pouco tempo depois do parto, atendendo seus pacientes de casa enquanto cuidava da filha. Mas, na prática, percebeu que estar nos dois lugares ao mesmo tempo significava não conseguir estar inteira em nenhum deles.
E foi então que veio uma decisão que nem sempre é simples para uma mulher que construiu uma profissão e uma identidade para além da maternidade: colocar a carreira em pausa.
Falamos sobre a tentativa de dar conta de tudo, a comparação com outras mães, a culpa que pode acompanhar nossas escolhas e aquela pergunta que tantas mulheres se fazem ao olhar para quem parece conseguir conciliar tudo: “Por que eu não consigo?”
Também conversamos sobre identidade, sobre o medo de ficar para trás profissionalmente, sobre o privilégio e os desafios de poder escolher uma pausa e sobre entender que parar por um período não significa desistir dos próprios sonhos.
Porque talvez maternidade e carreira não precisem acontecer no mesmo ritmo — nem ao mesmo tempo.
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Giovanna
No episódio de hoje, eu converso com Beatriz Morgado, brasileira, mãe do Liam e da Lily, casada com o Thomas e que vive fora do Brasil há quase 15 anos.
A história da Bia começou em Santos, passou pelo interior de São Paulo e, em 2011, ganhou o mundo quando ela se mudou para os Estados Unidos para ser Au Pair. Depois vieram a Alemanha, quase uma década no Reino Unido e, mais recentemente, um destino que definitivamente não fazia parte dos seus planos: Riyadh, na Arábia Saudita.
Foi também no exterior que a Bia se tornou mãe. Ela descobriu sua primeira gravidez quando o mundo entrava em lockdown e viveu uma gestação e um puerpério muito diferentes daqueles que tinha imaginado. Consultas e ultrassons sozinha, ausência da família, poucas possibilidades de criar uma rede de apoio e um primeiro ano de maternidade marcado pela solidão. Ao mesmo tempo, foi justamente a pandemia que a levou a escolher um caminho diferente para o parto — e a viver uma experiência que, hoje, ela diz que não mudaria.
Anos depois, já com o segundo filho a caminho e enfrentando o alto custo de criar duas crianças na Inglaterra, surgiu uma proposta de trabalho para o marido na Arábia Saudita. A reação inicial? Choro, medo e a certeza de que aquele era o último lugar para onde ela queria se mudar.
Mas a realidade encontrou um jeito de surpreendê-la.
Na Arábia Saudita, a Bia encontrou amigas, uma comunidade de mães, segurança, qualidade de vida e uma dinâmica familiar que ela nunca tinha conseguido viver antes. Depois de tantos anos de casamento, foi ali que ela e o marido finalmente puderam experimentar algo que parecia tão simples: uma vida juntos, em família, com uma rotina mais próxima daquela que sempre imaginaram.
Falamos sobre maternidade na pandemia, solidão e rede de apoio, parto, casamento, custo de vida e childcare na Inglaterra, os medos que cercaram a mudança para a Arábia Saudita e o contraste entre aquilo que ela imaginava sobre o país e a vida que encontrou por lá.
Também conversamos sobre criar filhos entre culturas, manter o português e a conexão com o Brasil e sobre como, depois de tantos países e tantos recomeços, um dos destinos mais improváveis acabou se tornando lar.
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Giovanna
No episódio de hoje, eu converso com a Cristiane Domingos — a Cris. Nascida em Campinas, formada em turismo e pós-graduada em eventos, ela construiu sua vida atravessando diferentes caminhos até se estabelecer nos Estados Unidos. Já foi au pair, morou em diferentes estados, trabalhou em navio… e foi no meio dessa trajetória que a maternidade encontrou um novo significado.
Casada com o Andrew há quase 9 anos, Cris se tornou mãe da Maeve, hoje com 5 anos, através do sistema de foster care — um caminho pouco falado, cheio de camadas, incertezas e, ao mesmo tempo, profundamente transformador.
Diferente do que muitos imaginam, o foster care tem como principal objetivo a reunificação familiar. E é nesse contexto que a maternidade da Cris começa: acolhendo, cuidando e criando vínculo com uma criança sem a garantia de que ela ficaria. Um processo que exige entrega, presença e uma capacidade enorme de amar… mesmo sem controle da história.
Falamos sobre como funciona o sistema nos Estados Unidos, os desafios emocionais de viver entre o temporário e o permanente, o impacto de maternar sem rede de apoio e o que significa construir um vínculo que nasce no cuidado diário.
Esse não é só um episódio sobre adoção.
É sobre o amor que se constrói no caminho.
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Giovanna
No episódio de hoje, eu converso com a Carolina Farias — ou Carol Farias. Carioca, mãe do Vincent e do Thomas, zootecnista de formação e profissional da área de biotecnologia, ela vive na Bélgica desde 2012, onde construiu sua vida em família após um reencontro inesperado com o marido, anos depois de se conhecerem ainda na adolescência.
Mas, como muitas histórias de imigração, a trajetória da Carol também foi feita de adaptações silenciosas. Entre o desafio de validar o diploma, aprender uma nova língua e se inserir no mercado de trabalho, ela viveu momentos que a fizeram repensar sua relação com carreira, maternidade e consigo mesma.
Ao longo da conversa, ela compartilha como foi lidar com a depressão pós-parto longe da rede de apoio e a experiência de burnout em um ambiente profissional exigente — dois momentos que trouxeram sinais importantes sobre limites, saúde mental e autocuidado.
Falamos sobre culpa materna, sobre continuar funcionando mesmo quando algo já não está bem, e sobre o processo de reconhecer esses sinais e, aos poucos, se reconstruir.
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Giovanna
No episódio de hoje, eu converso com a Emanuelle Rech — ou, como muita gente conhece, a Manu, da @manu.parentalidade.imperfeita. Nascida em Brasília, ela vive em Montréal desde 2007, é casada e mãe da Ingrid, de 11 anos. Hoje, atua como terapeuta e orientadora parental no Canadá, ajudando famílias a construir relações mais conscientes e respeitosas.
Mas a maternidade não fazia parte dos seus planos. Por muitos anos, a Manu foi uma workaholic assumida, passou por diferentes áreas profissionais e buscava um propósito. Foi só aos 33 anos, quando decidiu tentar engravidar, que sua vida tomou um rumo completamente diferente. Dois meses depois, veio a notícia da gravidez — e, com ela, uma transformação profunda.
Nesse episódio, falamos sobre o choque de realidade da maternidade, a culpa que nasce com o maternar, o impacto de um parto que deixou marcas e a decisão de não ter mais filhos. Também mergulhamos na experiência de criar uma filha longe da família: o estado de alerta constante, a solidão de não ter uma rede de apoio e as perguntas silenciosas que atravessam muitas mães imigrantes — “como teria sido se fosse no Brasil?”
Ao mesmo tempo, a Manu traz uma reflexão potente sobre a parentalidade possível: menos perfeição, mais evolução. Um convite para olhar para a maternidade com mais gentileza, respeitando tanto as necessidades da criança quanto as do adulto.
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No episódio de hoje, eu converso com Camila Martins — enfermeira intensivista neonatal, mãe do Dominic e à espera do segundo bebê, e uma mulher que vive diariamente entre o conhecimento técnico e as emoções intensas do início da vida.
Natural do Rio Grande do Sul, a Camila construiu sua trajetória em diferentes cidades até se mudar, em 2019, para Québec, no Canadá, onde hoje vive com o marido e trabalha na UTI neonatal do CHUL. Foi nesse cruzamento entre profissão e maternidade que surgiram muitas das perguntas que atravessam esse episódio.
Como é maternar quando você sabe demais?
Como lidar com o excesso de informação — especialmente quando ela vem carregada de medo?
E como separar a profissional da mãe, sem transformar cada detalhe em motivo de preocupação?
Ao longo da conversa, falamos sobre doenças, ansiedade, comparações nas redes sociais e o impacto de viver a maternidade em uma era em que tudo parece urgente — e em que confiar na própria intuição pode se tornar um desafio.
A Camila também compartilha sua experiência no perfil @amme.maternite, onde oferece orientações e acolhimento a outras mães, criando um espaço mais leve, acessível e humano para falar sobre saúde infantil.
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No episódio de hoje, eu converso com a Paula Freitas — neuropsicóloga, brasileira, mãe do Nilton e uma mulher que, na prática, percorre os caminhos da expatriação. Nascida em São Paulo, ela já viveu mais de três anos em Praga e hoje mora em Bruxelas, onde constrói sua vida em família ao lado do marido, Alexandre.
Mas a história da Paula não é só sobre mudar de país.
É sobre o que acontece quando duas grandes transformações chegam ao mesmo tempo: a maternidade e a imigração.
Ao sair do Brasil, ela se deparou com um processo profundo de reconstrução — profissional, emocional e identitária. Entre a necessidade de revalidar seu diploma, de se adaptar a um novo idioma e de reconstruir sua carreira, veio também uma pergunta difícil e muito comum entre imigrantes: “quem sou eu agora?”
E foi nesse mesmo contexto que ela se tornou mãe.
Longe da rede de apoio, enfrentando o silêncio de um pós-parto sem referências conhecidas, a Paula viveu a maternidade no exterior em toda a sua intensidade — entre vulnerabilidade, solidão e uma força que se revela ao longo do caminho.
Falamos sobre identidade, saúde mental, filhos bilíngues, maternidade longe de casa e o encontro, muitas vezes inevitável, com a própria sombra quando tudo ao redor muda.
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No episódio de hoje, eu converso com a Ana Gil — paulistana, bancária, casada com o Carlos e mãe da Laura, de 16 anos.
Depois de uma vida inteira construída em São Paulo, a Ana decidiu atravessar o oceano com a família e recomeçar em Portugal. O que parecia, no papel, uma adaptação mais simples — pela língua e pelas semelhanças culturais — se revelou uma experiência muito mais complexa, principalmente para quem estava vivendo a adolescência no meio dessa mudança.
Imigrar já é desafiador. Mas imigrar com um filho adolescente é outra camada.
Falamos sobre a decisão de partir, o impacto dessa mudança na vida da Laura e os desafios que surgiram no caminho: a diferença na escola, a dificuldade de fazer amigos, a sensação de não pertencimento e a perda de identidade em uma fase em que ela ainda estava descobrindo quem era.
A Ana também compartilha um lugar muito vulnerável da maternidade no exterior: a culpa, a solidão de não ter rede de apoio e o momento em que o corpo responde ao acúmulo emocional — mesmo para alguém que sempre se considerou forte.
Uma conversa profunda, honesta e necessária sobre adolescência, pertencimento e os efeitos invisíveis da imigração em uma família.
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