"Por que me fiz poeta? / Porque tu, morte, minha irmã, / No instante, no centro / De tudo o que vejo. / No mais que perfeito / No veio, no gozo / Colada entre eu e o outro. / No fosso / No nó de um íntimo laço / No hausto / No fogo, na minha hora fria. / Me fiz poeta / Porque à minha volta / Na humana ideia de um deus que não conheço / A ti, morte, minha irmã, / Te vejo."
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