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O turismo e a educação tem crescido como alternativas para apoiar o viver agrário junto com a produção comercial ou de subsistência. Com isso o número de profissionais recomendando esses serviços também cresceu. Mas será que não estamos perdendo o foco no sonho, no objetivo principal: uma vida boa, digna, segura, com a família, amigos e a comunidade e com pertença e intimidade com o território?!
Algumas famílias e seus territórios tem mais vocações e aptidões para o turismo, outras para produção, outras talvez para a educação. De modo que como cada família combina produção, educação e turismo em regiões diferentes se manifesta com muitas nuances. O campo tem muitas dimensões e as pessoas vão viabilizar seus viveres de formas variadas também. Educadoras, consultoras, donas de hospedarias, todas ocupações importantes na composição de um campo que vive por si e para si e não subjugados a mono-função de alimentar as cidades.
Mas quando o Airbnb e o marketing digital lucram mais com o campo do que as famílias que vivem e produzem nele, acho que precisamos avaliar que tipo de vida queremos construir no campo e se essas alternativas (educação e turismo) estão, de fato, realizando ou corrompendo nossos sonhos e visão para o campo.
By Eurico Vianna, PhDO turismo e a educação tem crescido como alternativas para apoiar o viver agrário junto com a produção comercial ou de subsistência. Com isso o número de profissionais recomendando esses serviços também cresceu. Mas será que não estamos perdendo o foco no sonho, no objetivo principal: uma vida boa, digna, segura, com a família, amigos e a comunidade e com pertença e intimidade com o território?!
Algumas famílias e seus territórios tem mais vocações e aptidões para o turismo, outras para produção, outras talvez para a educação. De modo que como cada família combina produção, educação e turismo em regiões diferentes se manifesta com muitas nuances. O campo tem muitas dimensões e as pessoas vão viabilizar seus viveres de formas variadas também. Educadoras, consultoras, donas de hospedarias, todas ocupações importantes na composição de um campo que vive por si e para si e não subjugados a mono-função de alimentar as cidades.
Mas quando o Airbnb e o marketing digital lucram mais com o campo do que as famílias que vivem e produzem nele, acho que precisamos avaliar que tipo de vida queremos construir no campo e se essas alternativas (educação e turismo) estão, de fato, realizando ou corrompendo nossos sonhos e visão para o campo.