O Dia Seguinte
Olá, eu Sou Rodrigo Bamondes e no episódio de hoje falaremos sobre a continuidade e os dias seguintes.
Este post tem o nome de um filme de ficção que conta a vida de pessoas comuns no dia seguinte de uma guerra nuclear.
Muito embora nossa situação não seja tão ruim. Eu percebo que a degradação de nossas relações pessoais tem paralelo com as do filme.
A primeira coisa é que eu vou criticar ambos os lados. Eu não acredito em batalha do bem contra o mal. No máximo, do mal contra o mal, principalmente após assistir a sessão da Câmara do último dia 17/04. E da Sessão do Senado do dia 28/04 sobre a Comissão de Análise do Pedido de Impeachment.
Minhas proposições aqui são fatos e objetos para reflexões. São a favor de olharmos para toda forma indignação seletiva, e limarmos isso. Tudo o que eu disser aqui você poderá encontrar nas notas do episódio para ler, refletir e tirar suas próprias conclusões. Tive o cuidado de procurar utilizar fontes de vários matizes políticos-ideológicos, para ser abrangente.
Você está preparado?? Se não estiver pare este episódio AGORA!
Bem, obrigado por ter ficado.
A primeira coisa, é que esse episódio iria ao ar no dia 18/04, mas por sorte ou azar eu não consegui finalizá-lo, pelo lado ruim, muito do impacto se perdeu com a centena de acontecimentos políticos do período, pelo lado bom, isso me permitiu uma visão mais analítica e ponderada e menos sentimental.
Para se ter uma ideia, os jornais de 22/04 deveriam noticiar o caminho da tocha olímpica e não a queda de uma ciclovia que matou duas pessoas, fora um desaparecido. É o Brasil não é para iniciantes.
A votação de 17/04 que definiu o início do processo de impeachment trará consequências graves ao país.
Não vou aqui falar da questão se esse processo é legal ou não:
1° porque eu não conheço as leis minimamente para discutir o assunto;
2° porque eu vejo vários juristas e analistas políticos dizerem coisas conflitantes, não havendo concenso;
3° o mais importante, várias pessoas estão usando discursos antigos de políticos para justificar essa ou aquela posição. Cabe lembrar que os políticos, em sua maioria, não são conhecidos pela coerência, mas sim por defender as posições de suas atuais.
Explicando o último item: Políticos defendem suas coligações de poder atuais e seus interesses pessoais mais imediatos. Assim sendo, se o Temer e Cunha defendiam que o processo de impeachment era golpe e agora o desejam como se fosse, isso não é um problema, ao menos para eles. Vale lembrar que antes de entrar no poder o PT tinha uma média de 1 pedido de impeachment a cada 3 meses. Será que todos aqueles pedidos eram substancialmente bem embasados e nenhum deles significaria uma tentativa de golpe???
Decidi fazer então uma observação do ponto de vista econômico e político, que são onde consigo analisar.
Desde que voltamos a ser uma democracia, a situação econômica tem sido decisiva para as mudanças políticas. Vamos recaptular?
Para não voltarmos muito no tempo, vamos pegar como ponto de partida o fim do último regime militar que tivemos, e que espero que tenha sido o último. No fim do regime militar, ficou se definido que a eleição de 1985 seria indireta e apenas em 1989 seria direta.
Nessa eleiçao indireta de 1985 concorreram na fase final duas chapas:
– A Aliança Democrática de Tancredo e Sarney
– Partido Democrático Social: Maluf / Marcílio
A chapa A Aliança Democrática ganhou as eleições por uma larga vantagem, em torno de 72% dos votos do colégio eleitorial, fora 26 que se abstiveram, Liderados pelo PT que ordenou que toda sua bancada de 8 deputados se abstivesse, porém 3 deputados compareceram e votaram pela Aliança Democrática, tendo sido posteriormente expulsos do partido e 20 anos depois, foi solicitada sua reintragação .