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Sentir e acolher nossas emoções e sentimentos em meio ao período delicado que estamos vivendo tem sido para muito de nós um imenso desafio, pois a cada notícia ou estímulo externo que recebemos, somos convidados a buscarmos esse equilíbrio interno que para muito de nós ainda é desconhecido.
Desde muito pequeninos não fomos educados a sentir e naturalizar nossas emoções, mas a reprimi-las e isso pode ter nos afastado de nós mesmo e dos outros. Como forma de proteção, levantamos uma imensa parede interior em busca de nos proteger e não sentir os estímulos que nossas interações poderiam nos proporcionar.
Então, nesse episódio, buscamos conversar um pouco sobre a importância de identificarmos nossas emoções básicas, os sentimentos e sensações em nosso corpo para que possamos lidar melhor e de forma mais natural com o que nos faz humanos, que é o sentir. Aos poucos, com paciência e acolhimento podemos ir diluindo essa parede interior que nos afasta de nós mesmos e dos outros, nos colocando na posição de seres sencientes de forma consciente e amorosa.
Chegamos com mais um episódio, dessa vez abordando o Perdão como tema.
O ódio e a raiva, muitas vezes, nos prendem em locais e situações que apequenam e contraem nossa essência, nos causando dor e sofrimento.
Perdoar a si mesmo é um grande passo, afinal o trabalho interno é o que nos possibilita interagir com a vida de forma mais fluida e criativa, nos amadurecendo para compartilharmos o que temos de mais puro em nossos corações, dando e colhendo o fruto do amor que é capaz de unir o que a inconsciência e imaturidade humana separaram.
Liberar a si e ao outro é abrir a porta que nos separava da vida, é fazer as pazes com a liberdade e com o renascimento que ficou em compasso de espera, pois esse espaço estava ocupado pelo ódio e pelo rancor, que nos pesava e prendia onde não desejávamos mais ficar, ferindo nossa essência e nos roubando de nós mesmos, nos sentenciando a viver em um constante cárcere interno.
Então lhe convidamos a dizer NÃO para o que te aprisiona, abrindo assim espaço interno para o novo. E dizer SIM para o perdão e o que te conecta com a vida e seus sonhos. No devido tempo, aos poucos, e da forma que desejar, com ajuda quando necessário, vamos dando os primeiros passos em direção a sensação de paz e liberdade que essa liberação pode nos proporcionar.
Nos dias atuais temos a percepção de tempo dividida em passado, presente e futuro. Porém, para o berço da civilização, o tempo traz um significado sagrado, uma relação direta com os ciclos de vida, com as oportunidades e a forma como mensuramos nossas realizações e vivências.
Os estímulos externos e a vida frenética que muitos de nós fomos sugestionados a viver nos trouxeram uma profunda desconexão com nosso tempo interno e com o cosmos que existe dentro e fora de cada um de nós. Esse descompasso nos fez fechar os olhos para o tempo de oportunidade (kairós), que nos leva a ter a sensação de vivermos uma vida sem sentido. O fato de termos nossos olhos turvos para o tempo de aprendizado muitas vezes nos furtou a possibilidade de evoluir e desapegar do que já não agrega em nossa caminhada (chronos), mas a boa notícia é que esses aprendizados sempre estão disponíveis, desde que nos conectemos com a força geradora de aión para que possamos resgatar o sentido das possibilidades ilimitadas e atemporais da vida, aprendendo, fechando e abrindo novos ciclos, evoluindo e seguindo nossa caminhada com a teia do tempo que não para.
Estamos todos passando por grandes mudanças à nível coletivo e individual, sendo convidados a desconstruir nossas velhas bases e nos alinharmos com o que faz sentido para o nosso coração. Muitos de nós podem estar sentindo o desejo interno de realizar uma transição de carreira e nesse contexto é muito importante termos consciência que ao transitarmos por algo, estamos em processo e, durante essa caminhada, podemos sentir insegurança, medo, ansiedade, pois algumas vezes tendemos a pensar que o desconhecido é ruim, que pode nos deixar mais vulneráveis por não termos controle ou certezas. Mas ao descobrirmos e realizarmos o que nos traz prazer, aos poucos, os bons resultados, otimismo e a autoconfiança vão ganhando mais espaço e a expansão tendo mais fluidez.
Precisamos de paciência e experienciar nossos desejos, ideias, intuições, e as vezes só aceitar onde estamos e silenciar. Acredito que não temos respostas prontas ou caminhos e propósitos definidos e imutáveis como nos fizeram acreditar. Mas podemos ir experimentando, nos pondo em movimento, seja conversando com um amigo, lendo um livro, realizando algum curso online/gratuito, ouvindo um podcast, refletindo e aos poucos ir planejando e caminhando em direção ao que foi escolhido, porém sem deixar de olhar a paisagem e vendo as inúmeras possibilidades e oportunidades que existem nessa travessia. Nesse processo de autodescoberta e maestria, passar por esse vazio das dúvidas e incertezas é muito inquietador, mas nos momentos de silêncio com 💜 as coisas vão clareando. Talvez a resposta esteja na simplicidade de quem somos, buscar leveza na vida e ir caminhando com fé e confiança que iremos vendo novos cenários.
Habitue-se a desabituar-se, porém, encontre a sua maneira de mudar, respeitando o seu tempo e o seu ritmo para que seja de forma leve, constante e orgânica.
Assim como no universo, nós, seres humanos, estamos em constante movimento, mesmo que muitas vezes não seja percebido ou aconteça na velocidade que desejamos, mas o fato é que, mesmo em movimento retrógrado em nossas vidas, estamos buscando reavaliar e nos sintonizarmos com a rota, afinal todo movimento gera algo novo e a inclusão de pequenos hábitos saudáveis pode se tornar um alicerce para grandes mudanças.
Para alguns mudar é algo motivador, já para outros é um super desafio, então respeitar o ritmo interno e utilizar dos recursos disponíveis para cada um pode ser importante na criação de novos hábitos e percepção do que já não faz mais sentido em nossas vidas.
Afinal, as vezes mudamos tanto que precisamos nos reconhecer e criarmos intimidade com o novo ser que está surgindo.
Nosso primeiro episódio do ano chega com algumas dicas para quem está desejando reavaliar e acolher as experiências de 2020, fazendo delas novas bases ou mudanças para planejar o seu 2021 de forma mais leve e consciente.
A escolha do que será planejado é um momento que nos pede reflexão sobre o que segue em nossas vidas e o que já é tempo de deixar ir. Portanto, avaliar o que estamos dispostos a arriscar, o que faz sentido para nosso crescimento e felicidade são fatores importantes a serem levados em consideração para iniciarmos um planejamento mais consciente, fora do "piloto automático".
Também sugerimos algumas dicas para iniciarmos a colocar em prática os objetivos e metas da nova rota traçada.
Nosso último episódio de 2020 fecha o ano em clima de fraternidade e irmandade, afinal as amizades foram fundamentais para vivermos 2020 com um pouco mais de alento por dias melhores.
Costumo dizer que amigos são anjos aqui na terra. Alguns são espelhos nossos nos mostrando o que teimamos em não ver, outros nos ensinam através do exemplo, de forma silenciosa e generosa. Há também aqueles que nos lembram do nosso brilho quando estamos imersos na desesperança, e tem os que torcem e comemoram conosco cada pequena vitória, tornando-as grandes.
Amizade é tão valiosa que ampliou o conceito de família, pois temos amigos que são verdadeiros irmãos que a vida consagrou através do encontro respeitoso e amoroso, que por algum motivo podem até se distanciar, mas jamais separar, pois o que o coração uniu a distância não apaga.
No mais novo episódio, buscamos discutir as expectativas que nós criamos, seja para com o outro, seja para com nós mesmos, e como lidar com elas.
Observarmos a realidade, as pessoas, as nossas relações e o que circunda nosso mundo com os olhos de quem deseja ver as situações como são, talvez seja o primeiro passo para cruzarmos a fronteira da ilusão e transcendermos nossas expectativas.
Parece algo óbvio mas, em muitos casos, projetamos tantas expectativas em nós e nos outros que podemos nos causar sofrimento e frustração. É preciso nos acolhermos, respeitar nosso tempo de aprendizado, de evolução, nossos processos internos. Ter ciência que não estamos aqui para preencher as lacunas de ninguém, tão pouco os outros são responsáveis por solucionar nossas dores mal elaboradas.
Porém, poderemos darmos as mãos, sintonizarmos nosso corações e nos abrirmos para fluir na vida com coragem e entrega, fazendo nosso melhor diariamente. Abraçados com a autorresponsabilidade e dissolvendo nossas expectativas à medida que fortalecemos nossa autoconfiança, esse pode ser um convite para seguirmos no caminho do meio entre o que é possível e as nossas exigências.
Em nosso 20° episódio buscamos refletir acerca da importância de termos um propósito para usarmos de forma saudável as redes sociais. Isso nos fez refletir também sobre o que pode estar por trás dos complexos algoritmos que buscam nos direcionar conteúdos de modo compulsivo e "personalizado".
De forma quase que hipnótica, podemos passar horas a fio conectados no virtual e off-line do mundo real. Se não estivermos vigilantes e atentos ao nosso real propósito de estarmos consumindo tantos conteúdos, podemos embarcar em uma viagem pelo mundo ilusório onde a estagnação e a comparação são garantidas. Obviamente, tudo depende do propósito e do nível de consciência de cada um.
O excesso de informações pode nos gerar uma sobrecarga cognitiva, já que todo o sistema objetiva nos manter online o máximo de tempo possível, excluindo nossa limitação humana de absorção de estímulos e conteúdos. Esse comportamento viciante pode nos trazer consequências como: cansaço mental e/ou físico, fadiga e até um possível vício. Se de alguma maneira estamos sendo condicionados a ter certos comportamentos, isto está nos roubando, veladamente, nossa liberdade. Nos meios digitais não é diferente: a vida perfeita, os likes, assim como a sensação de exclusão e fracasso estão apenas a um clique de distância.
Vamos refletir o que tem alimentado nossas mentes e cansado nossas almas. Todo o emaranhado que sustenta essa teia pode influenciar quem a alimenta, por isso a importância de observarmos com mais cuidado nossos comportamentos habituais e automáticos.
Alguns atalhos podem ser caminhos floridos a margem da estrada, porém repleto de espinhos no chão.
Nosso mais novo episódio vem trazendo o convite para olharmos com responsabilidade para os caminhos que estamos escolhendo trilhar em nossas vidas, pois alguns atalhos podem nos levar a caminhos mais longos, podem nos furtar a possibilidade de aprendizado e crescimento.
A obstinação de chegarmos mais rápido às vezes nos faz fechar os olhos para o essencial da caminhada, que é experienciada passo a passo, como uma alquimia interna que é reflexo da interação entre o indivíduo e o ambiente.
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