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O que esperar do mercado imobiliário após o recente corte da Selic? A resposta não é simples e traz consigo riscos e desafios que merecem atenção.
O Comitê de Política Monetária anunciou uma redução na taxa Selic para 14,75% a.a., um movimento que, embora promissor à primeira vista, acontece em um contexto de incertezas externas e crescimento modesto projetado para a economia brasileira de apenas 1,83% em 2026. A inflação, apesar de uma ligeira contenção, continua elevada, com o IPCA crescendo 3,81% nos últimos 12 meses.
Para o setor imobiliário, a realidade é desafiadora. O acesso ao crédito permanece restrito, com um indicador de 39,0 pontos no último trimestre de 2025, indicando dificuldades significativas. Este cenário se agrava com custos de construção elevados, refletidos em um INCC de 5,68% e aumentos em materiais e mão de obra, que superam a inflação. A demanda permanece fraca, tornando os lançamentos um esforço arriscado.
As oportunidades no setor imobiliário são limitadas e muitas vezes restritas a nichos específicos. Investidores podem encontrar alternativas, mas a cautela é essencial, dado o cenário geral de desafios persistentes.
Os riscos são claros: a manutenção de taxas de juros elevadas pode continuar a restringir o crédito, enquanto os custos de construção e a baixa demanda pesam sobre as decisões de investimento. Também existe o descompasso entre a política monetária e as condições reais de financiamento, o que pode dificultar ainda mais a recuperação do setor.
Diante desse panorama, é fundamental adotar uma postura cautelosa. Embora o corte da Selic possa indicar uma intenção de aliviar as condições monetárias, as dificuldades no acesso ao crédito e os altos custos de construção sugerem que a espera por um verdadeiro destravamento do mercado é prudente. Sem um alinhamento mais efetivo entre as políticas e as necessidades do setor, recomenda-se um acompanhamento cuidadoso antes de entrar em novas iniciativas no mercado imobiliário.
By Flavio Ventureli## Detalhes
O que esperar do mercado imobiliário após o recente corte da Selic? A resposta não é simples e traz consigo riscos e desafios que merecem atenção.
O Comitê de Política Monetária anunciou uma redução na taxa Selic para 14,75% a.a., um movimento que, embora promissor à primeira vista, acontece em um contexto de incertezas externas e crescimento modesto projetado para a economia brasileira de apenas 1,83% em 2026. A inflação, apesar de uma ligeira contenção, continua elevada, com o IPCA crescendo 3,81% nos últimos 12 meses.
Para o setor imobiliário, a realidade é desafiadora. O acesso ao crédito permanece restrito, com um indicador de 39,0 pontos no último trimestre de 2025, indicando dificuldades significativas. Este cenário se agrava com custos de construção elevados, refletidos em um INCC de 5,68% e aumentos em materiais e mão de obra, que superam a inflação. A demanda permanece fraca, tornando os lançamentos um esforço arriscado.
As oportunidades no setor imobiliário são limitadas e muitas vezes restritas a nichos específicos. Investidores podem encontrar alternativas, mas a cautela é essencial, dado o cenário geral de desafios persistentes.
Os riscos são claros: a manutenção de taxas de juros elevadas pode continuar a restringir o crédito, enquanto os custos de construção e a baixa demanda pesam sobre as decisões de investimento. Também existe o descompasso entre a política monetária e as condições reais de financiamento, o que pode dificultar ainda mais a recuperação do setor.
Diante desse panorama, é fundamental adotar uma postura cautelosa. Embora o corte da Selic possa indicar uma intenção de aliviar as condições monetárias, as dificuldades no acesso ao crédito e os altos custos de construção sugerem que a espera por um verdadeiro destravamento do mercado é prudente. Sem um alinhamento mais efetivo entre as políticas e as necessidades do setor, recomenda-se um acompanhamento cuidadoso antes de entrar em novas iniciativas no mercado imobiliário.