Drag queen ainda não era um nome usado no Brasil entre as décadas de 1970 e 1980. É desse período quando se tem registro de que a cena de artistas transformistas começou a despontar em Fortaleza.
As boates eram o palco principal para espetáculos e concursos de montação, numa cidade bastante hostil à livre expressão artística de sexualidades e corpos.
De lá pra cá, as drags se identificaram na cena e foram ocupando novos palcos, transitando entre espaços de prestígio e outros ainda marginalizados.
Nesta edição do Rádio Debate, dia 25 de agosto de 2023, discutimos como Fortaleza manteve e fortaleceu a cultura e a cena drag. Participam do programa:
>Camilly Leycker, drag performada por Davi Alenquer, bailarino profissional, ator transformista, cantor e figurinista. Camilly foi criada em 2002 na extinta boate Divine, trabalhando como apresentadora, coreógrafa, diretora e produtora de espetáculos para várias casas de shows de Fortaleza. É apresentadora oficial da mais antiga e tradicional sauna da cidade, a Califórnia. E atualmente faz parte do elenco da Valentina Club.
> Mulher Barbada, cantora e drag queen, persona do ator e performer Rodrigo Ferrera. Barbada ganhou vida ao integrar o elenco do coletivo As Travestidas, onde passou sete anos. Atualmente é uma artista com forte atuação na cena musical de Fortaleza.
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Foto de Capa: Valentina Club/Divulgação
Roteiro e Produção: Raquel Dantas
Apresentação: Carolina Areal
Operação de Áudio: Leandro Stigliano