Nesse episódio, Gabriel e Luiz analisam as formas de interações teóricas do Sérgio Buarque de Holanda sobre as perspectivas sociais brasileiras;
- Frase: “Para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei.” - Livro: “Raízes do Brasil” - 1936 - Influência de Max Weber e os tipos ideais. - Ação social motivada por AFETIVIDADE. - Dominação CARISMÁTICA. - Sua obra tem foco na oposição entre RURAL x URBANO e entre as esferas PÚBLICA E PRIVADA. - Explica que os fundamentos agrários e patriarcais definem a formação social do Brasil. - Reconhece que a mestiçagem teve papel definidor da construção da identidade nacional. - Enfatiza a necessidade de transformação social e critica o liberalismo tradicional em países rurais. - As oligarquias rurais construíram regras com base em relações de FAVORECIMENTO PESSOAL. - Assim ele define um ETHOS NACIONAL, marcado por uma CONTRADIÇÃO inerente à sociedade. - A MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA: - De um lado o pensamento MODERNIZADOR e de outro o pensamento CONSEVADOR. - O Estado moderno era visto como ameaça às relações de favorecimento. - Fenômeno do “afeto autoritário”: exercício da dominação com carisma. - Cria o conceito de HOMEM CORDIAL ou “JEITINHO BRASILEIRO”. - Forma de conduta social que nega a modernização e mantém relações de favorecimento. - Como um PERFIL PSICOSOCIAL do BRASILEIRO enquanto COMPORTAMENTO TÍPICO. - Direcionamento das ações motivadas pela AFETIVIDADE e VALORES DE PERSONALIDADE. - Tendência à OSTENTAÇÃO, valorização de títulos, EGOCENTRISMO e PRIVATISMO.- Imaginário do “BOM MALANDRO” em exaltação do esforço trabalhador do brasileiro. - Dificuldade de se adequar a formalidades políticas e burocráticas. - Examina os limites entre PÚBLICO e PRIVADO e conclui que o limite é muito flexível. - EX: desvio de verbas públicas, nepotismo, corrupção, desinvestimento em direitos sociais.