• Quais questões são fundamentais quando falamos de verdades bíblicas? O que significa dizer que toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, correção e instrução na justiça? Como aplicar o objetivo das Escrituras de nos tornar aptos e plenamente preparado para toda boa obra?
• O Texto de II Tm.3:14-17 nos dá uma dimensão de como temos que lidar com as Escrituras. Ela sozinha não cumpre sua missão totalmente, pois seu propósito se dá quando permanecemos nas coisas que aprendemos e temos convicção, pois sabemos de quem aprendemos (v.14);
• O PROBLEMA DA CIÊNCIA:
O próprio método científico, em linhas gerais, é um esforço que uniu o empirismo e a experimentação das coisas que podem ser demonstradas que serve muito bem ao conhecimento das coisas naturais. Resumidamente, seu esforço foi inicialmente buscar estabelecer padrões (leis naturais), descobrindo causas, efeitos e suas relações;
Quando isso foi aplicado às “ciências do espírito” (Humanidades: Artes, Literatura, História, Psicologia, Sociologia, Política, etc.) verificou-se problemas com esses métodos;
No fim do Século XIX, início do XX começou um esforço mais sistemático para desvincular as Ciências da Natureza das Ciências do Espírito (as Humanidade). Wilhelm Dilthey (1833-1911), iniciou uma ruptura metodológica e de objetivo entre essas duas áreas do conhecimento humano. Para ele as Ciências Naturais buscam explicações, enquanto as Humanidade oferecem compreensão.
A Teologia Cristã, até hoje continua tentando digerir estas questões. Também no século XIX, o Método Científico (da época) influenciou o que se conheceu como “Ciências da Bíblia”, pois acreditavam que isso seria um meio possível para chegar numa “verdade última” das Escrituras.
Portanto, a verdade das Ciências Naturais não é a mesma das Humanidades, tampouco é a mesma Revelada pelas Escrituras. A primeira busca saber como as coisas funcionam, a outra o pretende compreendemos o mundo e nossa foram de estar nele, enquanto que a última apresenta a vontade revelada de Deus à Humanidade. Por isso, não tem sentido buscar provar acontecimentos bíblicos (ainda que muitos sejam verídicos e históricos).
• O PROBLEMA DA MORAL
Não dá para usarmos uma ética humana na “avaliação” das ações de Deus narradas nos textos bíblicos.
Deus não muda, mas as sociedades e as pessoas estão em constante mudança. Por isso, temos a sensação de que é Ele que muda, pois estamos sempre olhando para Deus de uma perspectiva diferente da anterior;
Os textos atribuem a Deus algumas coisas que consideramos maldade, falta de misericórdia, etc.. A verdade é que nós fazemos nossas leituras das coisas, atribuímos a Deus, ao acaso, à combinação de causas e efeitos. De uma certa perspectiva, Deus faz o bem e o mal, pois o “mal” não deixa de ser Sua permissão. Mas, quem atribui valor a isso? A classificação do bem e do mal é feita por nós, humanos em movimento no tempo e no espaço.
As coisas simplesmente acontecem, algumas foram relatadas nas Escrituras, ficando um entendimento de que foi Deus que mandou e isso é que não era um problema moral para época e o grupo de pessoas envolvidas, passa a ser para outros tempos e pessoas.
Pode ser difícil de encontra uma saída para isso. Porque, nós é que vemos o problema.
• PROBLEMA DAS DISCREPÂNCIAS
Aqui nem é tanto problema assim, a maior dificuldade é tentar manter nossos sistemas de explicação.
Se usamos os critérios das Ciências Naturais ficamos tentando estabelecer causas e efeitos métodos de comprovar; se usamos os critérios das Humanidades, nos prendemos em nosso esforço compreensivo; mas se usamos o critério da Fé, Esperança e Amor revela da em Cristo as coisas mudam de figura.
Com o método revelado em Cristo e nas Escrituras nossa preocupação deixa de ser provar e encaixar as coisas em nossas compreensões, passando para um olhar direcionado às Escrituras a partir da Vida de Cristo, quando esteve na Terra, mas também quando se manifesta no Seu Cor