
Sign up to save your podcasts
Or


Para popularizar e facilitar sobretudo para os operários e camponeses a compreensão das páginas mais importantes do jornal A Nova Democracia, a redação do AND decidiu por narrar o Editorial semanal.
No dia 17 de setembro, a brasileira Lenilda dos Santos, 49 anos, foi encontrada morta na zona desértica da fronteira do México com o Estados Unidos (USA). A enfermeira teria sido abandonada por outros imigrantes durante a travessia, e morreu à míngua, exausta, com fome e com sede. Num país que teve, na década de 2010-2020, os piores indicadores econômicos em um século, e que atravessa no presente a soma demoníaca de recessão e alta de preços, com quase 15 milhões de desempregados formais, este é o retrato agudo do que se passa nas entranhas de nossa sociedade, com contingentes enormes da população condenada à miséria e ao desespero. Na madrugada do dia 14, vieram à tona cenas bizarras de um jantar em que um grupo de empresários marginais – como o formador de pirâmides Naji Nahas, o eterno concessionário Johnny Saad, dono da Band – e bobos da corte profissionais, reunidos em torno de Michel Temer, escarnecem do golpismo manco de Bolsonaro. Seja pelos trajes, pelos utensílios ou, sobretudo, pelo aspecto um tanto grotesco dos comensais, um observador desavisado poderia concluir se tratar de algum evento oitocentista, convescote de Barões no Segundo Império. Para estes parasitas da Nação, não há crises, nem mudanças de governo que ameacem os seus negócios seculares. Engana-se quem pensa que o Brasil é governado em sessões públicas do Congresso, eleito em viciados pleitos periódicos – não, nossos destinos são traçados em banquetes privados como este.
Leia, divulgue e assine!
loja.anovademocracia.com.br/assinaturas
By ANDPara popularizar e facilitar sobretudo para os operários e camponeses a compreensão das páginas mais importantes do jornal A Nova Democracia, a redação do AND decidiu por narrar o Editorial semanal.
No dia 17 de setembro, a brasileira Lenilda dos Santos, 49 anos, foi encontrada morta na zona desértica da fronteira do México com o Estados Unidos (USA). A enfermeira teria sido abandonada por outros imigrantes durante a travessia, e morreu à míngua, exausta, com fome e com sede. Num país que teve, na década de 2010-2020, os piores indicadores econômicos em um século, e que atravessa no presente a soma demoníaca de recessão e alta de preços, com quase 15 milhões de desempregados formais, este é o retrato agudo do que se passa nas entranhas de nossa sociedade, com contingentes enormes da população condenada à miséria e ao desespero. Na madrugada do dia 14, vieram à tona cenas bizarras de um jantar em que um grupo de empresários marginais – como o formador de pirâmides Naji Nahas, o eterno concessionário Johnny Saad, dono da Band – e bobos da corte profissionais, reunidos em torno de Michel Temer, escarnecem do golpismo manco de Bolsonaro. Seja pelos trajes, pelos utensílios ou, sobretudo, pelo aspecto um tanto grotesco dos comensais, um observador desavisado poderia concluir se tratar de algum evento oitocentista, convescote de Barões no Segundo Império. Para estes parasitas da Nação, não há crises, nem mudanças de governo que ameacem os seus negócios seculares. Engana-se quem pensa que o Brasil é governado em sessões públicas do Congresso, eleito em viciados pleitos periódicos – não, nossos destinos são traçados em banquetes privados como este.
Leia, divulgue e assine!
loja.anovademocracia.com.br/assinaturas