
Sign up to save your podcasts
Or


O mês de junho é considerado o Mês do Orgulho LGBTQIA+. Aproveitando a data, o Autores e Livros Dose Extra destaca Diário de um invertido: Escritos líricos, aflitos e despudorados (Salvador, 1956 –1963), de Edy Star, publicado pela Editora Noir.
O baiano Edy Star – da mesma geração de Raul Seixas, Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros grandes da MPB, é um dos primeiros artistas da música brasileira a se declarar publicamente gay, em 1970.
Organizado pelo historiador e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Ricardo Santhiago, o livro reúne escritos produzidos por Edy em sua adolescência, em Salvador, nos quais o artista – então um jovem tímido e recluso – relata minuciosamente a descoberta da própria homossexualidade. Com sabor etnográfico, os escritos desvelam de forma inédita a cartografia afetiva e sexual de Salvador nos anos 1950 – cidade que emerge como o palco para relações fluidas e ambivalentes entre “bichas” e homens ativos e tidos como heterossexuais. "Escandalosa" e "libertária", a obra é um testemunho tocante sobre as formas de construção de uma identidade pessoal dissidente, com a segregação, o bullying e a necessária inventividade cotidiana que ela implica.
Descobertos por Santhiago no rico acervo pessoal de Edy, os textos reunidos em Diário de um invertido compõem um documento histórico único. A maior parte das fontes disponíveis a respeito da história da homossexualidade no Brasil deste período são de cunho policial ou médico – e os textos que compõem a obra, pela primeira vez trazidos a público, propõem uma nova genealogia para as “escritas de si” gays que oferecem uma visão experiencial, não filtrada pelo viés das patologias ou dos processos judiciais.
Aos textos de Edy Star – originalmente escritos à mão, em cadernos espiralados hoje sob a guarda da Unifesp – somam-se poemas; anedotas e piadas sobre gays que circulavam em Salvador, recolhidas e recriadas pelo artista; contos ficcionais, e fotografias de Edy e seus amigos, que exibem uma maneira livre e despudorada de viver a própria sexualidade no contexto urbano repressivo dos anos 1950.
By Rádio SenadoO mês de junho é considerado o Mês do Orgulho LGBTQIA+. Aproveitando a data, o Autores e Livros Dose Extra destaca Diário de um invertido: Escritos líricos, aflitos e despudorados (Salvador, 1956 –1963), de Edy Star, publicado pela Editora Noir.
O baiano Edy Star – da mesma geração de Raul Seixas, Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros grandes da MPB, é um dos primeiros artistas da música brasileira a se declarar publicamente gay, em 1970.
Organizado pelo historiador e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Ricardo Santhiago, o livro reúne escritos produzidos por Edy em sua adolescência, em Salvador, nos quais o artista – então um jovem tímido e recluso – relata minuciosamente a descoberta da própria homossexualidade. Com sabor etnográfico, os escritos desvelam de forma inédita a cartografia afetiva e sexual de Salvador nos anos 1950 – cidade que emerge como o palco para relações fluidas e ambivalentes entre “bichas” e homens ativos e tidos como heterossexuais. "Escandalosa" e "libertária", a obra é um testemunho tocante sobre as formas de construção de uma identidade pessoal dissidente, com a segregação, o bullying e a necessária inventividade cotidiana que ela implica.
Descobertos por Santhiago no rico acervo pessoal de Edy, os textos reunidos em Diário de um invertido compõem um documento histórico único. A maior parte das fontes disponíveis a respeito da história da homossexualidade no Brasil deste período são de cunho policial ou médico – e os textos que compõem a obra, pela primeira vez trazidos a público, propõem uma nova genealogia para as “escritas de si” gays que oferecem uma visão experiencial, não filtrada pelo viés das patologias ou dos processos judiciais.
Aos textos de Edy Star – originalmente escritos à mão, em cadernos espiralados hoje sob a guarda da Unifesp – somam-se poemas; anedotas e piadas sobre gays que circulavam em Salvador, recolhidas e recriadas pelo artista; contos ficcionais, e fotografias de Edy e seus amigos, que exibem uma maneira livre e despudorada de viver a própria sexualidade no contexto urbano repressivo dos anos 1950.

33 Listeners

30 Listeners