O Brasil, assim como o resto do mundo, passa por rápidas transformações tecnológicas. E nosso país não tem formado a quantidade necessária de profissionais que demanda o mercado nessa área. De outro lado, há um número alto de desempregados, atualmente em torno de 10 milhões de pessoas. Essa contradição – falta de emprego e de gente especializada – é analisada pelo sociólogo José Pastore, professor Dr. da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo e especializado no estudo das relações trabalhistas. “A área de Tecnologia de Informação precisará nos próximos três, quatro anos, de 800 mil novos profissionais, mas o Brasil está formando 50, 53 mil por ano, e muitos não têm a qualificação adequada para poder atender. Ainda temos uma verdadeira febre de brasileiros trabalhando para o Exterior”, alertou Pastore, em entrevista ao FEBRABAN NEWS. Aos jornalistas João Borges e Mona Dorf, diretores de Comunicação da FEBRABAN, o sociólogo analisa a formação profissional no país. “A força de trabalho é muito precária. O País não consegue produzir produtos de qualidade a custos baixos porque não se domina, de forma adequada, todas as tecnologias”, disse Pastore. “Com mão-de-obra escassa, nossa produtividade tem ficado em torno de 1% ao ano nos últimos 30 anos. Parece eletrocardiograma de morto”, compara o professor. Ouça entrevista de Pastore que traz números e análises do mercado de trabalho e da educação, e mostra caminhos que o País e os profissionais, jovens ou não, devem seguir para trilhar um caminho de sucesso.