Uma profecia milenar.Um grande dilúvio.um mistério que pode estar conectado ao local que recebeu o nome de a Pista de Nazca, uma planície peruana onde desenhos inexplicáveis e gigantescos tomam forma de animais e figuras geométricas só visíveis do céu.Um retorno às atividades dos “artistas” leva o Detetive do Impossível a embarcar numa nova e incrível aventura ao lado de Java.Enquanto isso, uma arma ancestral paira sobre a humanidade pronta para anunciar o apocalipse!
Essa é a sinopse de Martin Mystère 58, 59 e 60 de 1987, publicada pela Mythos em seu número 15 da primeira série de outubro de 2003.
Nosso detetive do impossível já esteve nos mais bizarros lugares do mundo e um deles fica aqui pertinho no Peru, quando ele vai atrás de uma arma apocalíptica e se depara com o que seria a solução do enigma para as linhas de Nazca. E hoje nosso podcast é justamente sobre esses misteriosos desenhos.
Basicamente, um geoglifo é uma alteração deliberada na paisagem feito por uma pessoa, ou grupo de pessoas ou indivíduos desconhecidos que utilizam formas, linhas e agrupamento de pedras, areia ou qualquer outro elemento natural afim de produzir um tipo de desenho, que na grande maioria das vezes só pode ser visto de um lugar alto.
O problema é que em muitos dos geoglifos conhecidos, não há nenhum lugar como montanha que permita que eles sejam vistos. Assim, a questão que surge é: “por que” e “pra quem esses desenhos são feitos”?
são perguntas recorrentes que muitas pessoas, no desejo de eliminar logo a dúvida, acabam buscando uma explicação mística, numa forma de comunicação com seres celestes, deuses ou mesmo extraterrestres.
Obviamente podemos considerar que os geoglifos podem ter outras funções. Muitos especialistas acreditam que eles poderiam ser algum tipo de indicação, como no caso das linhas de Nazca, que indicariam o lugar onde haveriam mananciais de água.
As linhas de Nazca são um conjunto de geoglifos antigos localizados no deserto de Nazca, no sul do Peru. Este enorme planalto árido se estende por mais de 80 km entre as cidades de Nazca e Palpa no Pampas de Jumana, ao sul de Lima.
Consideradas patrimônio mundial pela UNESCO desde 1994, elas foram descobertas em 1927, quando o piloto Toribio Mejia Xespe as avistou ao sobrevoar a região. São mais de 13 mil traços que formam 800 figuras, algumas delas se estendem por mais de 65 quilômetros.
Até hoje não se sabe ao certo qual é a origem ou o propósito das linhas. Ao longo do tempo, foram criadas várias teorias envolvendo religião, cultura e até alienígenas.
O escritor suíço Erich Von Däniken acredita que as imagens formadas pelas linhas seriam uma espécie de sinalização para o pouso dos alienígenas.
Os estudiosos acreditam que as linhas foram criadas pela cultura Nazca entre 400 e 650 dC.
Há várias teorias sobre a finalidade das linhas e dos desenhos: de mensagens para naves alienígenas a gigantes passarelas que ligariam sítios cerimoniais; eles podem ser também um calendário astronômico alinhado com o sol e as estrelas.
Uma dupla de empresas aéreas, lá do Peru oferecem vôos de 30 e 60 minutos sobre as linhas.
Os bancos dos aviões são inclinados à esquerda e à direita para permitir ver melhor, o que torna o passeio um pouco nauseante, embora a vista seja realmente espetacular. Se preferir permanecer no chão, você pode ver uma árvore gigante, um par de mãos e um lagarto de um mirante que fica 20 km ao norte de Nazca fora da rodovia Panamericana.
Os desenhos chamam muito a atenção, mas uma das linhas de Nazca mais estranhas de todas é uma linha plana, larga, enorme, feita em cima de um gigantesco monte onde os índios aplainaram o cume, num trabalho que deve ter sido hercúleo naquele lugar seco. A finalidade, ninguém sabe. O apelido dessa linha é “pista de pouso” por razões bem óbvias.
Muitas pessoas costumam sugerir que isso seria uma pista de aterrizagem para discos ...