Se o nosso interesse por edifícios e por objetos, é de facto, determinado tanto pelo que eles nos dizem como pela forma como desempenham as suas funções materiais, vale a pena mergulharmos no curioso processo pelo qual as combinações de pedra, aço, betão, madeira e vidro parecem exprimir-se e que podem, esporadicamente, causar-nos a impressão de que estão a falar-nos de coisas significativas e comoventes.
É claro que corremos um risco se passarmos a maior parte do tempo a analisar os significados dos objetos. Estarmos preocupados em decifrar a mensagem codificada num interruptor de luz ou numa torneira é ficarmos mais vulneráveis ao escárnio do senso comum daqueles que nada procuram nesses artefactos, a não ser o meio de iluminar o quarto ou de lavar os dentes.