Uma Semente

EP607 - SEDE DAS ÁGUAS


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“Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres. Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.” (Sl 126:3-4)


Terra seca não libera, retém. Não provê, mas absorve. Num clima desértico uma gota de chuva que cai se torna refrigério, porém insuficiente para transformar a geografia árida. Eu sou como Neguebe, uma terra seca em mim mesma. Uma estrutura que nunca conseguiria tocar os céus se não fosse a cruz. Uma terra que clama e espera pelas chuvas do Espirito. As gotas que caem, os milagres que vivemos, as celebrações que cantamos precisam ser insuficientes para o tamanho da sede que deveríamos carregar. A presença que toca o seu rosto, que faz chorar e gemer o teu espirito precisa ser como a pele que te cobre. Viva, permanente, constante. Eu espero por essa presença, por esse avivamento, por esse Rio que cobrirá a Terra. Um tempo aonde as águas e os celeiros de Deus serão como dilúvios sobre nós. Como a terra do Neguebe aguardava as águas que vinham impetuosas do Monte Hermom, assim deve ser a sua terra. Sedenta, seca, estéril para si, mas pronta para receber do céu e gerar Nele. Um lugar que irá reter dentro de si tesouros escondidos, azeites que perfumam, vinho que alegra, trigo que alimenta, mas ao mesmo tempo um lugar pronto para liberar mananciais de provisão. Neguebe, um lugar que retém, mas na visitação das águas provê. Um lugar que absorve, mas na visitação das águas gera outra vez. Quem tem sede vive em abundância. Tenha sede das águas e tuas terras nunca cantarão sobre a morte, nem tuas sementes testemunharão sobre a esterilidade.

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Uma SementeBy Pra. Karla Pereira