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Pelo Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, ONG carioca sem fins lucrativos, que tem como propósito maior contribuir para a redução dos impactos ambientais, econômicos, sanitários e sociais do nicotinismo, entrevistamos o químico Leonny Fragoso, sobre os 4 anos debruçados sobre o estudo dos componentes dos líquidos de cigarros eletrônicos, objetivando a conclusão do seu doutorado, pelo Departamento de Química da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Programa Viva Voz Saúde, Rádio Nossa Senhora de Copacabana,31/01/2026.
O nosso convidado é graduado em Química pela Faculdade Souza Marques. Fez mestrado em Engenharia de Materiais, e doutorado em Química, na PUC-Rio. Em seu doutoramento, desenvolveu métodos de caracterização química e avaliações toxicológicas de cigarros eletrônicos do mercado clandestino brasileiro. No momento, no Laboratório de Química Atmosférica (LQA/PUC-Rio), é pós-doutorando em Divulgação Científica e Combate à Desinformação em Saúde _ atua, no momento, concentrado no enfrentamento das notícias falsas (fake news) sobre o uso de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), em projeto desenvolvido com o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério da Saúde brasileiros, visando políticas de comunicação em saúde pública. O convidado também vem atuando na implementação do projeto VapeMap, um banco de dados para traçar o perfil de usuários de cigarros eletrônicos e avaliar a percepção da sociedade em geral sobre o tema.
O nicotinismo é reconhecidamente o maior problema de saúde dos terráqueos. No planeta, há 1.25 bilhão de usuários dependentes químicos e, anualmente, produz 140 milhões de adoentados graves e mais de 7 milhões de mortes associadas ao consumo dos produtos, de forma ativa ou involuntária. Soma-se a isto os colossais prejuízos econômicos dos países _estimados globalmente em mais de 2 trilhões de dólares e os custos ambientais _ perda de árvores _ cerca de 600 milhões de árvores são derrubadas globalmente todos os anos na produção de tabaco. Isso inclui árvores cortadas para abrir espaço para plantações e árvores usadas como lenha para secar (curar) as folhas depois da colheita; e o descarte ecologicamente inadequado de 4.5 trilhões de guimbas (leia-se, plástico), de um total de 6 trilhões produzidas pelos terráqueos anualmente..
Os chamados vapes (e-cigs, pods, juuls, etc.) estão sendo utilizados pela retórica da Indústria da Nicotina como alternativas mais 'saudáveis' aos produtos já sobejamente conhecidos, como o cigarro, o cachimbo, o charuto, e que tais. Há anos, rotulamos este canto dos cisnes como a tentativa de transformar lobos vorazes _ ao nosso ver, o que são exatamente estes DEFs, em inocentes cordeiros.
Esta imagem, trazemos da história. A expressão e fábula "lobo em pele de cordeiro" tem origem principal no Novo Testamento da Bíblia, no Sermão da Montanha proferido por Jesus (Mateus 7:15), alertando contra falsos profetas. A metáfora, popularizada posteriormente em fábulas da Idade Média (frequentemente atribuídas a Esopo*), descreve alguém que oculta más intenções sob uma aparência inofensiva.
Da origem Bíblica: "Jesus alertou: Cuidado com os falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores". Embora associada a Esopo, a fábula específica de um lobo disfarçado apareceu com mais força na literatura europeia medieval e em recontagens como a de Lourenço Abstêmio no século XV. Um lobo veste-se com a pele de um cordeiro para se infiltrar no rebanho, mas é descoberto e morto pelo pastor, ilustrando que a verdadeira natureza acaba revelada. A fábula alerta sobre não confiar nas aparências, indicando que a verdadeira natureza de alguém é revelada por suas ações, não por sua aparência.
By Centro de Apoio ao TabagistaPelo Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, ONG carioca sem fins lucrativos, que tem como propósito maior contribuir para a redução dos impactos ambientais, econômicos, sanitários e sociais do nicotinismo, entrevistamos o químico Leonny Fragoso, sobre os 4 anos debruçados sobre o estudo dos componentes dos líquidos de cigarros eletrônicos, objetivando a conclusão do seu doutorado, pelo Departamento de Química da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Programa Viva Voz Saúde, Rádio Nossa Senhora de Copacabana,31/01/2026.
O nosso convidado é graduado em Química pela Faculdade Souza Marques. Fez mestrado em Engenharia de Materiais, e doutorado em Química, na PUC-Rio. Em seu doutoramento, desenvolveu métodos de caracterização química e avaliações toxicológicas de cigarros eletrônicos do mercado clandestino brasileiro. No momento, no Laboratório de Química Atmosférica (LQA/PUC-Rio), é pós-doutorando em Divulgação Científica e Combate à Desinformação em Saúde _ atua, no momento, concentrado no enfrentamento das notícias falsas (fake news) sobre o uso de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), em projeto desenvolvido com o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério da Saúde brasileiros, visando políticas de comunicação em saúde pública. O convidado também vem atuando na implementação do projeto VapeMap, um banco de dados para traçar o perfil de usuários de cigarros eletrônicos e avaliar a percepção da sociedade em geral sobre o tema.
O nicotinismo é reconhecidamente o maior problema de saúde dos terráqueos. No planeta, há 1.25 bilhão de usuários dependentes químicos e, anualmente, produz 140 milhões de adoentados graves e mais de 7 milhões de mortes associadas ao consumo dos produtos, de forma ativa ou involuntária. Soma-se a isto os colossais prejuízos econômicos dos países _estimados globalmente em mais de 2 trilhões de dólares e os custos ambientais _ perda de árvores _ cerca de 600 milhões de árvores são derrubadas globalmente todos os anos na produção de tabaco. Isso inclui árvores cortadas para abrir espaço para plantações e árvores usadas como lenha para secar (curar) as folhas depois da colheita; e o descarte ecologicamente inadequado de 4.5 trilhões de guimbas (leia-se, plástico), de um total de 6 trilhões produzidas pelos terráqueos anualmente..
Os chamados vapes (e-cigs, pods, juuls, etc.) estão sendo utilizados pela retórica da Indústria da Nicotina como alternativas mais 'saudáveis' aos produtos já sobejamente conhecidos, como o cigarro, o cachimbo, o charuto, e que tais. Há anos, rotulamos este canto dos cisnes como a tentativa de transformar lobos vorazes _ ao nosso ver, o que são exatamente estes DEFs, em inocentes cordeiros.
Esta imagem, trazemos da história. A expressão e fábula "lobo em pele de cordeiro" tem origem principal no Novo Testamento da Bíblia, no Sermão da Montanha proferido por Jesus (Mateus 7:15), alertando contra falsos profetas. A metáfora, popularizada posteriormente em fábulas da Idade Média (frequentemente atribuídas a Esopo*), descreve alguém que oculta más intenções sob uma aparência inofensiva.
Da origem Bíblica: "Jesus alertou: Cuidado com os falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores". Embora associada a Esopo, a fábula específica de um lobo disfarçado apareceu com mais força na literatura europeia medieval e em recontagens como a de Lourenço Abstêmio no século XV. Um lobo veste-se com a pele de um cordeiro para se infiltrar no rebanho, mas é descoberto e morto pelo pastor, ilustrando que a verdadeira natureza acaba revelada. A fábula alerta sobre não confiar nas aparências, indicando que a verdadeira natureza de alguém é revelada por suas ações, não por sua aparência.