“Historicamente falando, as pessoas se alimentam pelas mais diversas razões que não apenas as necessidades biológicas. A comida é também sinônimo de prazer, família, espiritualidade, comunidade e identidade, enfim, comer guarda uma profunda relação com a forma de ser e estar no mundo. E, a partir dessa relação, o alimentar-se não se restringe apenas a necessidades energéticas e nutricionais, mas abrange ainda necessidades afetivas que utilizam a comida como fonte de compensação ou punição.
A princípio, os problemas relacionados a alimentação refletem mais um sintoma que um diagnóstico. Todavia, na presença de um distúrbio alimentar, é necessária a intervenção de um especialista habilitado a reconhecer os mecanismos defensivos presentes no que chamamos de “fome emocional”, conceito utilizado para expressar o desejo de comer em função do nosso estado emocional e não de uma necessidade fisiológica.”