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No último episódio da segunda temporada do "Escute as Mais Velhas", as vozes de Juliana Gonçalves, uma das idealizadoras da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, e de Laura Molinari, integrante do coletivo Nem Presa Nem Morta.
As duas representam a força da nova geração de ativistas e as suas respectivas trajetórias revelam como o pensamento acadêmico e o ativismo de rua se fundem para criar novas discussões no espaço público.
Na segunda parte deste episódio, Juliana conta como resgatou a teoria do bem viver, descrita por Nilma Bentes no episódio 9 desta temporada, como uma espécie de inventário de saberes ancestrais que desafiam a lógica capitalista. Laura, por sua vez, expõe as entranhas da comunicação política, alertando sobre como o algoritmo das Big Techs e o financiamento bilionário de grupos conservadores tentam silenciar as pautas de autonomia das mulheres.
Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, elas convocam uma nova geração de ativistas a retomar os territórios.
Siga o "Escute as Mais Velhas" no seu aplicativo de áudio favorito. Caso não tenha ouvido os episódios anteriores, ouça a parte 1 deste diálogo e maratone a temporada completa.
No último episódio da segunda temporada do "Escute as Mais Velhas", as vozes de Juliana Gonçalves e Laura Molinari representam a força da nova geração de ativistas. Embora ainda bebam na fonte das "mais velhas", elas trazem novas estéticas, tecnologias e urgências para o debate público.
Na primeira parte deste episódio, um encontro geracional revela como a militância se transformou: da ocupação de sindicatos e coletivos universitários às performances artísticas e marchas nas ruas. Juliana é jornalista e mestre em Estudos Culturais e integrante da Marcha das Mulheres Negras. Laura é especialista em Direitos Humanos, defensora da legalização do aborto e integrante do coletivo Nem Presa Nem Morta. Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal elas traçam um panorama de como o feminismo e o movimento negro educador moldam as visões de mundo de toda a sociedade.
Siga o "Escute as Mais Velhas" no seu aplicativo de áudio favorito. A segunda parte deste último episódio vai ao ar na próxima terça-feira.
Guacira Oliveira é uma das vozes mais importantes do advocacy no Brasil. Socióloga e uma das fundadoras do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), ela é a convidada do episódio desta semana do "Escute as Mais Velhas".
Guacira tem na bagagem um histórico de ativismo e luta pela igualdade de direitos que passa, inclusive, pelos debates que ajudaram a criar leis históricas de proteção às mulheres, como a Maria da Penha.
"A nossa autonomia, a nossa crítica, é o que constrói e sustenta a democracia de verdade." Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela conversa sobre suas influências na luta feminista e conta como conseguiu transformar a leitura de Simone de Beauvoir em incidência política real.
Siga o "Escute as Mais Velhas" no seu aplicativo de áudio favorito. Episódios novos sempre às terças-feiras.
Engenheira agrônoma e ativista amazônida, Nilma Bentes é a criadora do conceito político do "bem viver". No Banco da Amazônia, onde trabalhou com 26 anos, enfrentou a ditadura civil-militar e o desmatamento ambiental.
Ao lado do Movimento Negro Unificado, atuou pela garantia dos direitos de comunidades quilombolas do Norte do país. Nilma é ativista histórica e foi quem propôs a Marcha das Mulheres Negras, cujas edições aconteceram em 2015 e em 2025. "Eu olhava, assim, a alegria das pessoas se encontrarem era uma coisa impressionante. Mulher negra se encontrando com mulher negra é uma alegria diferente."
Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela também fala sobre envelhecimento, ativismo e discussões acerca da identidade racial.
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No registro oficial, Maria Lúcia da Silva. No ativismo e para os mais íntimos, Lucinha.
Psicóloga e uma das fundadoras de Geledés - Instituto da Mulher Negra, Lucinha também é um dos nomes na fundação AMMA - Psique e Negritude. Ela usa sua voz para falar das feridas psíquicas do racismo, denunciando a psicanálise que ignora a realidade brasileira. "Não tem mais escapatória, porque é no nosso corpo que mora nossa alma inteira. E o racismo incide exatamente no básico que a gente precisa ter acesso, né?"
Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela reflete sobre o autocuidado da mulher negra como um ato político que transcende o presente e dá forças para a luta futura.
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A socióloga Eva Blay foi uma das responsáveis por levar o feminismo para dentro da USP na metade dos anos 1960. Filha de imigrantes poloneses, ela trocou o destino doméstico pela pesquisa e pela militância em prol da democracia.
No episódio desta semana do "Escute as Mais Velhas", Eva Blay conta como foi a organização do Conselho Estadual da Condição Feminina, em São Paulo, nos anos 1980. "Nós sabíamos exatamente como na sociedade havia machismo, havia patriarcado. Fizemos um projeto e distribuímos para todos os candidatos dizendo que entre o Estado e a sociedade tem que existir um setor intermediário."
Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela rememora a própria trajetória ao narrar as conquistas feministas no Brasil, como a luta no Senado para pautar tabus como o aborto e o planejamento familiar.
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Psicóloga social e escritora, Cida Bento é a mente que desmascarou o que chama de pacto narcísico da branquitude. "O pacto nasce do medo. Ele não nasce de achar que o outro é inferior", reflete, ao explicar como instituições se protegem para manter o status quo de privilégios brancos.
No episódio desta semana do Escute as Mais Velhas, Cida Bento analisa o papel da psicologia hoje e a importância de fortalecer a mente para não sucumbir ao desamparo social.
Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela conta como a voz das mulheres negras têm forçado as grandes empresas a, finalmente, saírem de sua zona de conforto. É um mergulho profundo na trajetória de quem escolheu sonhar os próprios sonhos e pavimentar caminhos para as próximas gerações.
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Inquieta e inconformada, Betânia Ávila é uma das vozes mais importantes da luta feminista no Brasil. De Alagoas ao exílio em Paris, sua trajetória revela a força de uma família de mulheres que fez da educação sua liberdade.
Ao longo dos anos, ela aprofundou o debate sobre a "política do cuidado" e questiona: quem cuida das mulheres que sustentam o mundo? "A política dos cuidados precisa, de fato, não ser algo que se sustente nessa estrutura desigual de gênero e de raça e classe, na qual as mulheres — e as mulheres negras — neste país são as que sustentam esse cuidado no cotidiano", reflete Betânia.
Cofundadora do Instituto SOS Corpo, Betânia Ávila é a convidada desta semana do podcast "Escute as Mais Velhas". Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela conta sua trajetória e mostra como o engajamento coletivo transforma a dor da desproteção em potência política e projeto de vida.
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Desde criança, Rosália Lemos sabia que somente a educação a libertaria da pobreza. E foi ainda na infância que ela desenvolveu uma visão ecologista do mundo e pode perceber que a desigualdade também está na falta de acesso a serviços básicos.
Foi com esse pensamento — a busca por igualdade de oportunidades — que ela construiu toda a sua carreira na academia e na militância. "Comecei a refletir que favelado fazia a luta ambiental também, né? A nossa luta era em defesa do saneamento básico e da água potável canalizada dentro de casa. Então, era uma luta ambiental da pobreza", descreve.
Cofundadora da Rede de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, Rosália de Oliveira Lemos é a convidada desta semana do podcast "Escute as Mais Velhas". Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela conta sua trajetória pela luta por direitos sociais e discute os atuais rumos do feminismo negro.
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Os anos da ditadura deixaram marcas profundas em Amelinha Teles. A jornalista, escritora e ativista dos Direitos Humanos foi presa e barbaramente torturada no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) junto com toda a sua família.
Quando saiu da prisão, em meados dos anos 1970, fundou o Jornal Brasil Mulher, publicação destinada a lutar pela anistia e pelos direitos femininos. Foi aí que começou sua ampla militância pelo direito das mulheres. "Nós tínhamos que ter argumentos para discutir com outras mulheres e outros homens das organizações de esquerda. Falavam que nós éramos separatistas, divisionistas, aquela ladainha toda", relembra.
Diretora da União de Mulheres de São Paulo e coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares, Amelinha Teles é a convidada desta semana do podcast "Escute as Mais Velhas". Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, Amelinha relembra a luta contra a ditadura e as dificuldades de abordar a pauta de gênero nos movimentos de esquerda.
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