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Nesta edição do ‘Estação 953’, confira uma homenagem a Décio Otero, educador brasileiro e um dos fundadores do Ballet Stagium, que morreu aos 92 anos, em São Paulo. Um dos maiores divulgadores dessa arte no Brasil e um dos mais importantes coreógrafos da chamada "dança moderna" no país, Décio arrastou multidões ao teatro, dançou a música popular brasileira no rio São Francisco, no Parque Nacional do Xingu, e também levou a arte a locais em situação de vulnerabilidade social, como favelas, presídios, hospitais e pátios de escolas públicas em pequenas cidades. Décio Otero fez da dança um gesto político, poético e coletivo.
Em sua homenagem, o ‘Estação 953’ reapresenta uma entrevista feita por Vanessa Torres, coordenadora artística da Rádio UFSCar, com a bailarina húngara Marika Gidali, viúva de Décio e cofundadora do Ballet Stagium. A gravação foi realizada em 2024, quando o grupo se apresentou em São Carlos, às vésperas do aniversário de 92 anos de Décio. Na conversa, Marika relembra o início da trajetória do casal na dança, como se conheceram dançando no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e se reencontraram, tempos depois, em Curitiba, para juntos construírem sua história. Ela também recorda a fundação do Ballet Stagium, em 1971, comenta como o estilo do grupo foi se consolidando no Brasil, fala sobre espetáculos com temáticas sociais — mesmo durante o período da Ditadura Militar —, sobre o viés social do trabalho pioneiro realizado por ambos e sobre as conquistas de mais de cinco décadas de história, até se tornarem uma referência na área. A bailarina ainda reflete sobre a importância de ter a oportunidade de dançar em uma terra onde crianças morrem de fome, os desafios enfrentados e a luta pela valorização da arte.
By Radio UFSCarNesta edição do ‘Estação 953’, confira uma homenagem a Décio Otero, educador brasileiro e um dos fundadores do Ballet Stagium, que morreu aos 92 anos, em São Paulo. Um dos maiores divulgadores dessa arte no Brasil e um dos mais importantes coreógrafos da chamada "dança moderna" no país, Décio arrastou multidões ao teatro, dançou a música popular brasileira no rio São Francisco, no Parque Nacional do Xingu, e também levou a arte a locais em situação de vulnerabilidade social, como favelas, presídios, hospitais e pátios de escolas públicas em pequenas cidades. Décio Otero fez da dança um gesto político, poético e coletivo.
Em sua homenagem, o ‘Estação 953’ reapresenta uma entrevista feita por Vanessa Torres, coordenadora artística da Rádio UFSCar, com a bailarina húngara Marika Gidali, viúva de Décio e cofundadora do Ballet Stagium. A gravação foi realizada em 2024, quando o grupo se apresentou em São Carlos, às vésperas do aniversário de 92 anos de Décio. Na conversa, Marika relembra o início da trajetória do casal na dança, como se conheceram dançando no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e se reencontraram, tempos depois, em Curitiba, para juntos construírem sua história. Ela também recorda a fundação do Ballet Stagium, em 1971, comenta como o estilo do grupo foi se consolidando no Brasil, fala sobre espetáculos com temáticas sociais — mesmo durante o período da Ditadura Militar —, sobre o viés social do trabalho pioneiro realizado por ambos e sobre as conquistas de mais de cinco décadas de história, até se tornarem uma referência na área. A bailarina ainda reflete sobre a importância de ter a oportunidade de dançar em uma terra onde crianças morrem de fome, os desafios enfrentados e a luta pela valorização da arte.