vamos falar sobre a importância de permanecer constante na prática do bem. Paulo fala sobre isso tanto aos tessalonicenses quanto aos gálatas, de forma bem direta e objetiva o apóstolo orienta esses irmãos a “não se cansarem de fazer o bem” (II Ts.3:13 e Gl.6:9). Fica bem claro que fazer o bem cansa. Cansa porque criamos expectativas erradas sobre fazer o bem, achamos que fazer o bem gera conversões, gratidão, sensação de dever cumprido.
• Dos 10 leprosos que Jesus curou apenas 1 voltou para agradecê-lo (Lc.17:11-19)
• Da multidão que foi alimentada pela multiplicação dos pães e peixes, muito mal, sobrou alguns discípulos depois do discurso de Jesus sobre comer seu corpo e beber seu sangue (João 6).
Em nenhum momento Jesus condiciona fazer o bem pensando em converter alguém. O bem é feito porque é necessário, a salvação da alma depende de outro tipo de experiência além de ser atendido em alguma necessidade humana. Isso desamina, eu sei, sabe por quê? Porque essas expectativas, “de ver os frutos/resultados” podem estar condicionadas à nossa carne.
O problema é que quando semeamos na carne, da carne colhemos destruição, por isso, o convite é semearmos no Espírito, para do Espírito colhermos vida. É bem simples, a carne espera e se preocupa com os resultados, queremos, na verdade, ver e desfrutar dos “frutos do nosso penoso trabalho”, se possível tirando o “penoso” e o “trabalho” do processo. E quando nosso foco e nossa preocupação estão no resultado, somos facilmente enganados por frutos artificiais que não permanecem.
Portanto, o desânimo e a inconstância na prática bem, estão relacionados às nossas expectativas ilusórias sobre o fruto do nosso trabalho e da obra que Deus opera através de nós. Aí entramos num outro problema queremos uma motivação condicionada à carne, mas não funciona desse jeito. Deus não motiva ninguém a fazer o bem porque sentirá uma satisfação emocional da carne. Nós não desanimamos, nos mantemos constantes e permanecemos na prática do bem por outros motivos. Quer descobrir quais são esses motivos? Olha para Jesus, para Paulo, para o Igreja. O que vemos?
• O Cristo que desceu do Céu não para fazer a sua vontade, mas a vontade do Pai (João 6:38)
• Um Paulo que nos convida a ter a mesma atitude e sentimento que houve em Cristo (Fl:2:5)
• E uma Igreja que é chamada a ser sal e luz; a realizar obras ainda maiores.
Talvez nosso desânimo em continuar seja simplesmente porque estamos nos cansando de fazer o bem, porque não conseguimos ver os resultados, resultados que não vemos porque estamos tentando ver com os olhos da carne corrompida. O convite a permanecer constante na prática do bem tem sua sustentação no que uma motivação, uma exortação, uma comunhão e uma profunda afeição, tudo se resume em ESTARMOS EM CRISTO, é isso que nos motiva, nos exorta, nos junta e nos mantem profundamente afetados.