Uma alma pastoreada, cuidada, liberta alimentada e avivada segue enchendo-se de toda plenitude de Deus. Paulo, em Efésios 3:16-21, relaciona esta plenitude ao amor do Pai que habitando ricamente em nossos corações mediante a fé, de tal forma que ao vivermos enraizados e alicerçado neste amor, poderemos compreender e conhecer, juntamente com nossos irmãos, o amor de Cristo que está além do nosso conhecimento. A relação é esta: o amor traz plenitude. Simples assim.
O Complicado é libertar nossas almas de tudo aquilo que parece ser agradável, atraente e desejável (Gn.3:6). A serpente, continua aprisionando nossas almas aos nossos gostos, olhos e mentes, com isso fica impossível não trocar O Deus de Amor Verdadeiro pelo deus da ilusão egoísta que agrada, atrai e satisfaz nosso paladar, olhos e entendimentos. Este é o grande conflito, almas aprisionadas às aparências, seduzidas pelas falsas promessas de criarmos, não foi culpa da Eva, a responsabilidade continua sendo nossa, milhares de anos depois que alguém escreveu a história da Queda.
Todos os dias alguma coisa acontece que nos coloca diante de escolher, comer o fruto, ou seja, aceitar o que parece ser agradável, atraente e desejável ou escolher o Cristo que bebeu um cálice amargo, submeteu-se a Cruz e negou sua própria vontade. Por si mesmo, por nossas virtudes, nenhum de nós poderia repedir o que Jesus fez desde aquela madrugada no Getsemani até aquela tarde no Calvário. Mas quando crucificamos com Cristo nosso desejo de ser como o Deus que experimentamos a libertação de nossa alma.
Mais do que nos libertar dos nossos vícios, pecados, maus hábitos, o Filho veio libertar TODO NOSSO SER, nossa alma. Podemos deixar de fumar, de beber, de mentir, de nos prostituir; podemos até experimentar uma libertação demoníaca (possessão, opressão ou influencia maligna); e mesmo assim continuarmos aprisionados às aparências, ilusões e falsas promessas que agradam, atraem e satisfazem nossos desejos, ambições e vontades.
No entanto, se o FILHO NOS LIBERTAR verdadeiramente sereis livres. Deus está nos chamando para um processo continuo de libertação que está além de rituais de exorcismo e de culpabilizar forças demoníacas por aquilo que é nossa escolha. Não estamos dizendo que isso não existe, apenas estamos apontando para aquilo que é mais profundo: uma libertação de tudo que está nos impedindo de nos enchermos de TODA PLENITUDE DE DEUS a partir:
• de corações onde o amor de Deus habita ricamente;
• de almas enraizadas e alicerçadas neste amor;
• de irmãos e irmãos que juntos compreendem todas as dimensões do amor e podem conhecê-lo, mesmo sendo algo além do conhecimento.
O convite é este: perceber que as prisões das nossas almas não são as coisas que aparecem, nem possessão, opressão ou influência maligna; nossa prisão foi construída por nossas próprias mãos (escolhas); é disso que Cristo veio nos libertar para vivermos toda plenitude de Deus.