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A semana foi bastante quente em termos de ruídos no Brasil, afetando todos os segmentos de mercado e trazendo de volta a busca por proteção, principalmente com os juros em alta.
Na política, tivemos a votação da proposta de voto impresso nas eleições derrubada com boa maioria, a tentativa de votação da reforma do Imposto de Renda adiada para a próxima semana e novas declarações do presidente, mesmo depois de o voto impresso ser derrubado. Além disso, acusações de “compra de votos”, via liberação de emendas parlamentares no montante de R$ 1,02 bilhão, na véspera de votação. No STF e TSE, clima também de tensão, com o presidente arrolado duas vezes, pelo inquérito das fake news e por ter quebrado sigilo de investigações em curso, delegado excluído do caso e ainda culminando com a prisão hoje de Roberto Jefferson.
Na economia, muita reclamação de empresários e entidades de classe, além de secretários da Fazenda de Estados e Municípios contra a reforma do Imposto de Renda, o fatiamento dos precatórios pretendido em PEC para abrir espaço para programas sociais e entendido como pré-eleitoral, e o ministro Paulo Guedes dizendo que, se pagasse os tais R$ 90 bilhões, jogaria a LRF para o alto e cometeria crime.
Hoje, o presidente do Bacen clareou tudo ao declarar que é impossível para qualquer Banco Central manter expectativas com o lado fiscal desequilibrado. Arrematou dizendo que o que garante renda recorrente não é o governo e sim produção e produtividade. Aliás, produtividade é a palavra mágica que muitos estão esquecendo, e com as incertezas reinantes e sem planejamento, não acontecem.
Tudo isso, de uma forma ou outra, acaba capturado pelos agentes do mercado e influencia a precificação dos ativos. Os 120.000 pontos do Ibovespa, depois de ter batido quase 132.000 pontos, e a valorização acumulada do ano de pouco mais de 1% exemplificam muito bem tudo isso que está acontecendo. Enquanto isso, mercados maduros como o americano mostram valorizações perto ou até acima de 20% e a Bolsa de Frankfurt batendo recorde histórico de pontuação, como fez na sessão de hoje...
By Banco ModalA semana foi bastante quente em termos de ruídos no Brasil, afetando todos os segmentos de mercado e trazendo de volta a busca por proteção, principalmente com os juros em alta.
Na política, tivemos a votação da proposta de voto impresso nas eleições derrubada com boa maioria, a tentativa de votação da reforma do Imposto de Renda adiada para a próxima semana e novas declarações do presidente, mesmo depois de o voto impresso ser derrubado. Além disso, acusações de “compra de votos”, via liberação de emendas parlamentares no montante de R$ 1,02 bilhão, na véspera de votação. No STF e TSE, clima também de tensão, com o presidente arrolado duas vezes, pelo inquérito das fake news e por ter quebrado sigilo de investigações em curso, delegado excluído do caso e ainda culminando com a prisão hoje de Roberto Jefferson.
Na economia, muita reclamação de empresários e entidades de classe, além de secretários da Fazenda de Estados e Municípios contra a reforma do Imposto de Renda, o fatiamento dos precatórios pretendido em PEC para abrir espaço para programas sociais e entendido como pré-eleitoral, e o ministro Paulo Guedes dizendo que, se pagasse os tais R$ 90 bilhões, jogaria a LRF para o alto e cometeria crime.
Hoje, o presidente do Bacen clareou tudo ao declarar que é impossível para qualquer Banco Central manter expectativas com o lado fiscal desequilibrado. Arrematou dizendo que o que garante renda recorrente não é o governo e sim produção e produtividade. Aliás, produtividade é a palavra mágica que muitos estão esquecendo, e com as incertezas reinantes e sem planejamento, não acontecem.
Tudo isso, de uma forma ou outra, acaba capturado pelos agentes do mercado e influencia a precificação dos ativos. Os 120.000 pontos do Ibovespa, depois de ter batido quase 132.000 pontos, e a valorização acumulada do ano de pouco mais de 1% exemplificam muito bem tudo isso que está acontecendo. Enquanto isso, mercados maduros como o americano mostram valorizações perto ou até acima de 20% e a Bolsa de Frankfurt batendo recorde histórico de pontuação, como fez na sessão de hoje...