Em um sistema judiciário patriarcal e racista, como é o brasileiro e capixaba, a Defensoria Pública é um ponto fora da curva no acolhimento das mulheres hipervulnerabilizadas, que são aquelas que, além da fragilidade socioeconômica, também são negras ou pardas e vítimas de violência doméstica.
Nesta entrevista ao podcast Aplicativo Fordan, a defensora pública Fernanda Prugner, coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Espírito Santo (Nudem/DPES), conta como a DPES garante o “atendimento integral”, previsto na Lei Maria da Penha,
Ela aborda também a necessidade de implementação urgente de outros dispositivos, como as varas judiciais híbridas, que não existem no Espírito Santo; o fim dos prazos de validade das Medidas Protetivas de Urgência (MPU); e a capacitação permanente do corpo técnico e jurídico das instituições de proteção e do Judiciário, para o devido acolhimento especializado.