E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Seja muito bem vindo ao nosso novo programa de meditações bíblicas. Neste tempo, vamos aprender e meditar sobre o fruto do Espírito, descrito no livro de Gálatas. Esperamos que você aproveite e que termine este programa transformado pela palavra de Deus! Vamos lá!
A magna carta da liberdade cristã é como a carta escrita por Paulo às igrejas da Galácia é chamada.
E é nesta carta que será baseada a nossa nova série de meditações. Depois de já termos passado pelo Pai Nosso, pela carta de Paulo à igreja de Roma e também por alguns Salmos, chegou a hora de estudarmos um pouco algo que é muito comentado no mundo cristão: o fruto do espírito.
Diferenciando bem liberdade de libertinagem, Paulo, ao invés de afrouxar os padrões, vai exatamente na direção oposta, tomando-nos pela mão e conduzindo por este caminho. Porque vocês, irmãos, foram chamados à liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à carne; pelo contrário, sejam servos uns dos outros, pelo amor. (5:13)
Usando a judaização pretendida por um grupo de judeus convertidos como pano de fundo, em especial a circuncisão, o legalismo é confrontado, pois deu lugar à liberdade que Cristo nos libertou (5:1). Os que querem ser justificados pela Lei estão separados de Cristo, mas os que foram batizados no Espírito Santo vivem pela fé que é operada pelo amor.
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A história da Galácia, região que hoje faz parte da Turquia, recebeu este nome por causa dos imigrantes gauleses que passaram a dominar a região no século III a.C. depois da grande e frustrada invasão celta na Macedônia. Não tendo conseguido dominar a região, acabaram por formar um território que passou a ser conhecido justamente por galácia.
Esse nome se refere a como esse povo era chamado, os selvagens helenizados, ou então, “gauleses que se assentaram entre os gregos”, sendo “chamados de gallo-graeci por sua ligação com os gregos”, de acordo com o historiador grego do século 1º a.C. Diodoro Sículo. De gallo-graeci surgiu a Galácia.
O povo que vivia ali era um povo guerreiro, respeitado por gregos e romanos, frequentemente contratado como mercenário, e lutando, por vezes, de ambos os lados em grandes batalhas da época. Porém, de uma aliança mal feita resultou uma série de derrotas, sendo que os gálatas acabaram obrigados a se assentarem permanentemente na região que haviam conquistado e rebatizado de Galácia.
Cerca de 50 anos mais tarde, os gálatas foram dominados pelos romanos, passando a serem governados por eles por meio de monarcas locais, o que levou a região a um declínio muito grande. Como essas situações de enfraquecimento abrem margem a transformação, eles foram fortemente influenciados por outros reinos, particularmente, pelo Reino do Ponto, um Estado helenístico com forte estrutura social persa.
Por fim, por volta do ano 20 a.C., a Galácia passou a ser uma província romana, mas ainda sob as fortes influências celtas, helênicas e, agora, romanas. Some-se a esses, os judeus que se espalharam pela Ásia menor na época da Diáspora e que permaneceram lá.
Paulo esteve na montanhosa e deserta região por volta do ano 48 d.C. e fundou as igrejas de Ancira, Pessimo e Távio, além das igrejas de Antioquia da Pisídia, de Icônio, de Listra e Derbe, frutos da sua primeira incursão à região. Uma região de difícil acesso, com pouquíssimas árvores e um extremo calor no verão, com um inverno totalmente oposto e igualmente adverso, com temperaturas que chegavam a 20 graus negativos, além da presença de neve e tempestades. (...)