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Vivemos um tempo em que tudo parece ser relativo. A verdade virou questão de opinião, obem depende do ponto de vista, a fé é muitas vezes tratada como apenas mais umaentre tantas opções possíveis. Esse clima de relativismo, somado ao cansaçoespiritual que afeta tantas pessoas, coloca a catequese diante de um grandedesafio: como anunciar com convicção num mundo que já não acredita emverdades firmes nem vê sentido na busca espiritual?
Orelativismo não nega Deus abertamente — ele o torna irrelevante. Diz que todasas religiões são iguais, que cada um deve “seguir seu coração”, que oimportante é “ser do bem”. Parece bonito, mas esvazia a fé cristã da sua forçatransformadora. O cansaço espiritual, por sua vez, se manifesta na falta deânimo para rezar, na apatia diante das coisas sagradas, no desinteresse pelavida comunitária. São sinais de um coração ferido, que muitas vezes nem percebemais sua sede de Deus.
Nessecontexto, o catequista é chamado a ser profeta da verdade com ternura, emédico da alma com compaixão. Não se trata de impor doutrinas, mas detestemunhar com firmeza que o Evangelho é uma fonte de vida que não passa, umaluz que ilumina mesmo nas trevas do relativismo e da indiferença.
Paraisso, é preciso formar os catequizandos com fundamentos sólidos, com clarezasobre o que a Igreja crê, e ao mesmo tempo com liberdade interior para dialogarcom o mundo. O catequista deve ensinar que a fé cristã não é uma opiniãoentre outras, mas um caminho de amor revelado por Deus em Jesus Cristo, queresponde às perguntas mais profundas do coração humano.
Diantedo cansaço espiritual, o catequista precisa também ser presença acolhedora.Muitas vezes, a alma cansada precisa mais de silêncio, de escuta e de oração doque de respostas prontas. Ensinar os catequizandos a rezar, a experimentarmomentos de contemplação, a saborear a Palavra, pode ser remédio para curaro vazio interior que muitos carregam.
Ocatequista também precisa cuidar de si. O cansaço espiritual não atinge só osoutros. Ele pode entrar sorrateiro no coração de quem serve, de quem dá muito,mas se esquece de se alimentar na fonte. Por isso, buscar a intimidade comDeus, fazer pausas para descansar na oração e partilhar com outros a caminhadasão atitudes essenciais para manter viva a chama da missão.
Reflita:sua catequese está ajudando os catequizandos a discernirem entre verdade eopinião? Está oferecendo descanso espiritual a quem chega cansado? Você temcuidado da sua própria vida espiritual?
Peçahoje ao Senhor que renove sua esperança e fortaleça sua fé. Porque, mesmo emtempos de relativismo e cansaço, o Evangelho continua sendo poder de Deuspara transformar vidas.
Até a próxima gota!
By Wagner Assis De SousaVivemos um tempo em que tudo parece ser relativo. A verdade virou questão de opinião, obem depende do ponto de vista, a fé é muitas vezes tratada como apenas mais umaentre tantas opções possíveis. Esse clima de relativismo, somado ao cansaçoespiritual que afeta tantas pessoas, coloca a catequese diante de um grandedesafio: como anunciar com convicção num mundo que já não acredita emverdades firmes nem vê sentido na busca espiritual?
Orelativismo não nega Deus abertamente — ele o torna irrelevante. Diz que todasas religiões são iguais, que cada um deve “seguir seu coração”, que oimportante é “ser do bem”. Parece bonito, mas esvazia a fé cristã da sua forçatransformadora. O cansaço espiritual, por sua vez, se manifesta na falta deânimo para rezar, na apatia diante das coisas sagradas, no desinteresse pelavida comunitária. São sinais de um coração ferido, que muitas vezes nem percebemais sua sede de Deus.
Nessecontexto, o catequista é chamado a ser profeta da verdade com ternura, emédico da alma com compaixão. Não se trata de impor doutrinas, mas detestemunhar com firmeza que o Evangelho é uma fonte de vida que não passa, umaluz que ilumina mesmo nas trevas do relativismo e da indiferença.
Paraisso, é preciso formar os catequizandos com fundamentos sólidos, com clarezasobre o que a Igreja crê, e ao mesmo tempo com liberdade interior para dialogarcom o mundo. O catequista deve ensinar que a fé cristã não é uma opiniãoentre outras, mas um caminho de amor revelado por Deus em Jesus Cristo, queresponde às perguntas mais profundas do coração humano.
Diantedo cansaço espiritual, o catequista precisa também ser presença acolhedora.Muitas vezes, a alma cansada precisa mais de silêncio, de escuta e de oração doque de respostas prontas. Ensinar os catequizandos a rezar, a experimentarmomentos de contemplação, a saborear a Palavra, pode ser remédio para curaro vazio interior que muitos carregam.
Ocatequista também precisa cuidar de si. O cansaço espiritual não atinge só osoutros. Ele pode entrar sorrateiro no coração de quem serve, de quem dá muito,mas se esquece de se alimentar na fonte. Por isso, buscar a intimidade comDeus, fazer pausas para descansar na oração e partilhar com outros a caminhadasão atitudes essenciais para manter viva a chama da missão.
Reflita:sua catequese está ajudando os catequizandos a discernirem entre verdade eopinião? Está oferecendo descanso espiritual a quem chega cansado? Você temcuidado da sua própria vida espiritual?
Peçahoje ao Senhor que renove sua esperança e fortaleça sua fé. Porque, mesmo emtempos de relativismo e cansaço, o Evangelho continua sendo poder de Deuspara transformar vidas.
Até a próxima gota!

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