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Foi Filipe II de Castela quem mandou erigir o primeiro jardim público do Porto, na alameda que ligava a Cordoaria ao campo onde durante anos se realizou o mercado do Anjo, junto à Torre dos Clérigos. Inspirada na Alameda de Hércules, em Sevilha, a obra foi paga com dinheiro dos impostos da aguardente transacionada na cidade. Já sem o jugo dos reis espanhóis, D. Pedro IV mandou erguer o Jardim de S. Lázaro, num tributo aos sacrifícios das gentes do Porto durante o cerco da cidade que culminou com a vitória do exército liberal.
Histórias de jardins nas "Histórias do Porto", com a arquiteta paisagista Teresa Andresen.
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Tânia Furtado Moreira, autora de “Amor de Perdição - O Sublime Camiliano” diz que o Porto Romântico da segunda metade do século XIX é traçado pela pena do escritor nascido em Lisboa, mas que viveu e desenvolveu toda a sua vasta obra a 300 quilómetros da capital. Neste episódio das Histórias do Porto, percorremos os caminhos de Camilo pela Invicta com a investigadora da FLUP e com Nuno Resende, autor de “Corografia Sentimental - Um Dicionário toponímico e geográfico da obra de Camilo”.
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Andava o jovem Nasoni a dar nas vistas em Malta e - dizem as más-línguas - a verberar a Santa Inquisição pelos atrasos no pagamento dos seus honorários, quando D. Jerónimo de Távora Noronha Leme de Távora e Cernache, Deão da Sé do Porto, o mandou chamar para participar na transformação do edifício do século XII num vistoso monumento barroco. Aquele que devia ter sido um trabalho ocasional acabou por redundar numa carteira de encomendas das maiores fortunas do Porto e do Norte que fez com que Nicolau Nasoni não mais regressasse à sua Itália natal.
A Torre dos Clérigos, que durou cerca de 30 anos a tocar o céu, é, na opinião do historiador José Manuel Tedim, a marca que liga o arquiteto à Toscânia, onde Nasoni nasceu em 1691. Neste episódio de Histórias do Porto, Carlos Rico conversa com o investigador sobre o decorador italiano que se fez arquiteto no Porto.
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Reza a história que as tropas de D. Pedro IV traziam hortênsias azuis nos canos das espingardas, quando entraram no Porto a 9 de Julho de 1832. Infelizmente, as flores depressa foram substituídas por balas. Durante mais de um ano, a cidade esteve cercada pelas tropas de D. Miguel, que pretendiam reintroduzir no país o regime absolutista interrompido pela carta constitucional de 1822.
Escritores como Alexandre Herculano e Almeida Garrett brandiram armas no Porto, ao lado de D. Pedro IV, e gravaram os nomes do lado dos vencedores. Deles se fala, também, neste episódio das Histórias do Porto, numa conversa do jornalista Carlos Rico com o historiador Joel Cleto.
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Reza a história que as tropas de D. Pedro IV traziam hortênsias azuis nos canos das espingardas, quando entraram no Porto a 9 de Julho de 1832. Infelizmente, as flores depressa foram substituídas por balas. Durante mais de um ano, a cidade esteve cercada pelas tropas de D. Miguel, que pretendiam reintroduzir no país o regime absolutista interrompido pela carta constitucional de 1822.
Escritores como Alexandre Herculano e Almeida Garrett brandiram armas no Porto, ao lado de D. Pedro IV, e gravaram os nomes do lado dos vencedores. Deles se fala, também, neste episódio das Histórias do Porto, numa conversa do jornalista Carlos Rico com o historiador Joel Cleto.
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Na primeira das três investidas de Napoleão em Portugal, Espanha e França estavam circunstancialmente aliados. E repartiram o território português entre si. O Porto e o Norte ficaram sob administração de Francisco de Taranco e Llano. Na cidade, o convívio com os espanhóis foi relativamente pacífico.
Mas, o pior estava para vir, como nos contam os historiadores Conceição Meireles Pereira e Jorge Martins Ribeiro neste episódio das Histórias do Porto, um podcast com a assinatura do jornalista Carlos Rico.
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Quando o Marquês do Pombal delimitou a Região Demarcada do Douro, a 10 de Setembro de 1756, não teve dúvidas em decretar que os melhores vinhos eram produzidos em ... Oeiras. Parece anedota, mas não é. Dono de vinhedos de altíssima qualidade na região de Lisboa, Sebastião José de Carvalho e Melo era homem de poucos pruridos no que à defesa dos seus interesses dizia respeito. E não hesitou em integrar as suas terras naquela que é uma das mais antigas regiões demarcadas do mundo. À luz dos valores democráticos dos dias de hoje, a atitude do Marquês é altamente censurável mas, neste episódio das Histórias do Porto, vamos perceber melhor o papel do "déspota iluminado" no desenvolvimento de um dos nossos principais produtos de exportação.
O jornalista Carlos Rico conversa com o historiador Gaspar Martins Pereira e com Isabel Narrana, a diretora executiva da Associação das Empresas do Vinho do Porto. Que, já agora, se devia chamar Vinho "de" Porto. Venha saber porquê.
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Ilha do Padeiro, Ilha do Doutor, Ilha da Aninhas, Ilha do Galo Preto, Ilha do Américo das Balanças...
A lista é longa e remete-nos para um tempo muito antigo, em pleno século XIX, quando o Porto sentiu necessidade de acolher milhares de operários das vilas e aldeias vizinhas que demandaram a cidade em busca de melhores condições de vida. Com o passar do tempo, as ilhas tornaram-se um problema para as autoridades públicas, mas melhor ou pior, sobreviveram até aos nossos dias e hoje são um símbolo do bairrismo tripeiro.
Jorge Ricardo Pinto, geógrafo do ISCET, e José Rio Fernandes, geógrafo da Faculdade de Letras e especialista em ordenamento do território, conversam sobre esta realidade tão portuense com o jornalista Carlos Rico em mais um episódio das Histórias do Porto.
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No alto da Penaventosa, com vista desafogada sobre o Douro, ergue-se a primeira sede de poder do Porto. A Sé Catedral, iniciada por um bispo de origem francesa de nome D. Hugo, foi, durante 286 anos, o símbolo maior do governo da cidade. Portugal ainda não era nação quando D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, doou o burgo e o couto portucalense à Igreja. As relações dos bispos com a coroa e com a burguesia emergente da cidade sempre foram conturbadas. Coube a D. João I, o "de boa Memória", romper com o poder da Igreja e iniciar um novo período de expansão do Porto para fora das muralhas.
Neste episódio das "Histórias do Porto", o jornalista Carlos Rico conversa com Luís Amaral, especialista em povoamento e organização do território do noroeste da Península Ibérica da Universidade do Porto.
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Seis pontes ligam as cidades do Porto e Gaia e há uma sétima a ganhar corpo entre as duas margens do Douro. As travessias mais antigas foram construídas há quase 150 anos e são, ainda hoje, duas das mais importantes referências mundiais da chamada “arquitectura do ferro”. Gustave Eiffel e Théophile Seyrig foram os grandes obreiros das pontes Maria Pia e Luís I. Neste episódio das “Histórias do Porto”, falaremos dos projectos, das relações de trabalho e das razões que levaram à separação destes dois génios da engenharia. Sem esquecer, claro, a importância das pontes de ferro no desenvolvimento das duas cidades. O jornalista Carlos Rico recebe o arquiteto Domingos Tavares, professor emérito da Faculdade de Arquitetura do Porto, e o engenheiro Manuel Matos Fernandes, professor catedrático da Faculdade de Engenharia do Porto.
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Quantas histórias cabem numa cidade onde, como Eugénio de Andrade escreveu, "daqui houve nome Portugal"? Que episódios ajudaram a moldar o carácter austero, resistente e livre das gentes do Porto? Das lutas contra o poder dos bispos ao apoio a reis, que causas portuenses ajudaram a definir o rumo do país?
Com a ajuda de historiadores e arqueólogos, arquitectos e engenheiros, geógrafos e jornalistas, "Histórias do Porto" revisita lugares, personagens e memórias de uma cidade que sempre se soube reinventar.
Histórias do Porto é um podcast do jornalista da SIC, Carlos Rico, com sonoplastia de Salomé Rita e genérico das Vozes da Rádio.
Todas as terças-feiras, nas plataformas de podcast e nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso.