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Quem participa das decisões sobre ciência e tecnologia? Quem concede o título de especialista? E o que acontece quando comunidades de fora da academia produzem conhecimento sobre os problemas que vivem na pele?Neste episódio do Impacto Científico, Izadora Mattiello conversa com o sociólogo Mauricio Berger, pesquisador do CONICET (Argentina) e pesquisador visitante na Unicamp com bolsa FAPESP. Ele pesquisa a governança da inovação bio e nanotecnológica e os aspectos éticos, legais e sociais das tecnologias emergentes.A conversa passou pela ciência como prática social, pela diferença entre impacto e coprodução e pela origem corporativa do termo governança, quando cidadãos viram stakeholders e direitos viram interesses.
Também falamos dos transgênicos e das nanotecnologias como exemplos de governança, de quem conta como expert e do conhecimento das comunidades atingidas, como no caso dos moradores que questionaram os padrões de poluição de uma fábrica de bioetanol em Córdoba. E ainda: por que o IPCC, depois de décadas, ainda discute como incorporar o conhecimento indígena.Recomendações do Mauricio:• Silvio Funtowicz e Jerome Ravetz – ciência pós-normal• Gil Eyal – sobre expertise (autor citado no episódio)• Paulo Freire – educação popular• Orlando Fals Borda – investigação-ação participativa• Filme: Erin Brockovich (2000)E você, tem alguma dica de leitura, filme ou podcast sobre esse tema? Deixa nos comentários!
Como funciona a ciência aberta no Museu de História Natural de Berlim?
Neste episódio, conversei com a Dra. Ana Faustino, pesquisadora e líder sênior de projetos no Museu de História Natural de Berlim, sobre o trabalho que acontece além das exposições: um museu que também é instituição de pesquisa e que se dedica a aproximar ciência e sociedade. A Ana conta como o museu funciona por dentro, quem financia esse trabalho e como pesquisadores, cidadãos, artistas e ONGs são convidados a colaborar.
Falamos de ciência cidadã, engajamento público, ciência aberta e formas participativas de produzir conhecimento, a partir de temas como biodiversidade, mudanças climáticas, conservação e paleontologia. Na segunda parte, entramos no modelo lógico, uma ferramenta para planejar, acompanhar e revisar o impacto dos projetos científicos.
Já disponível nas principais plataformas de podcast e YouTube e Substack, com legenda.
Links mencionados:
- Projeto IETI (Museu de História Natural de Berlim)
- Mark Reed, sobre impacto da pesquisa
- Revista Science Communication
Quem produz conhecimento sobre o terceiro setor? Apenas universidades e pesquisadores ou também organizações da sociedade civil, fundações, institutos e outros atores que lidam diariamente com problemas sociais?
Neste episódio do Impacto Científico, Izadora Mattiello conversa com Bruna M. Holanda, pesquisadora de pós-doutorado na FGV e no Instituto PENSI, pesquisadora associada do GEPI — Grupo de Estudos em Parcerias e Colaborações Intersetoriais — e pesquisadora nas áreas de filantropia, relações entre Estado e sociedade civil, teoria organizacional e governança colaborativa.
A conversa parte de uma questão central: o que acontece quando diferentes formas de conhecimento se encontram — ou deixam de se encontrar?
Falamos sobre a produção de conhecimento dentro e fora da academia, as relações entre universidade e sociedade civil, impacto coletivo, colaboração, relações de poder e o papel da filantropia.
Neste episódio, você vai entender:
Como organizações da sociedade civil também produzem conhecimento;
As diferenças entre terceiro setor, sociedade civil e movimentos sociais;
Por que ainda existe distância entre o conhecimento acadêmico e o conhecimento produzido na prática;
O que diferencia participação, colaboração e impacto coletivo;
Como relações de poder e governança influenciam essas parcerias;
E como a filantropia vem se aproximando da produção de conhecimento e da ciência no Brasil.
Indicações da Bruna:
📚 Livro: Philanthropy in Democratic Societies, de Rob Reich, Chiara Cordelli e Lucy Bernholz.
🔎 Grupo de estudos: GEPI — Grupo de Estudos em Parcerias e Colaborações Intersetoriais.
📺 Série: The Good Place — uma comédia que também provoca uma pergunta nada simples: o que significa “fazer o bem” em um mundo complexo?
Acompanhe:
👤 Bruna M. Holanda: https://www.linkedin.com/in/brunamholanda/
🔬 Impacto Científico: https://www.impactocientifico.org/
📬 Newsletter: https://impactocientifico.substack.com/
Se este episódio te provocou alguma reflexão, conte nos comentários: que conhecimentos produzidos fora da academia ainda são pouco reconhecidos pela ciência?
#ImpactoCientífico #TerceiroSetor #SociedadeCivil #ImpactoSocial #Filantropia #Ciência
Nesse episódio do Impacto Científico, recebo o Prof. Guilherme Oliveira Barbosa (Instituto de Biologia, Unicamp) pra falar sobre o Cartas Exploratórias de Ciência — um projeto que conecta cientistas e crianças de escolas públicas de Campinas por meio de cartas escritas à mão. Falamos sobre o que é ciência, por que a divulgação científica importa desde a infância, e como parcerias com museus e o poder público tornam isso possível em escala.- Sobre o Museu Exploratório de Ciências: https://www.proec.unicamp.br/museu-exploratorio-de-ciencias/- Sobre o prof. Guilherme Barbosa: https://www.linkedin.com/in/guilhermeobarbosa/Este é um podcast independente, produzido por Izadora Mattiello.Música: "Highway 430" por Blue Dot Sessionshttps://app.sessions.blue/browse?trackId=393882___ENIn this episode of Impacto Científico, I talk with Prof. Guilherme Oliveira Barbosa (Institute of Biology, Unicamp) about Cartas Exploratórias de Ciência — a project connecting scientists and public school children in Campinas, Brazil, through handwritten letters. We discuss what science really is, why science communication matters from childhood, and how museum and government partnerships make this possible at scale.- About the Museu Exploratório de Ciências: https://www.proec.unicamp.br/museu-exploratorio-de-ciencias/- About Guilherme Barbosa: https://www.linkedin.com/in/guilhermeobarbosa/This is an independent podcast produced by Izadora Mattiello.Music: "Highway 430" by Blue Dot Sessionshttps://app.sessions.blue/browse?trackId=393882
Neste episódio, conversamos com Taís Sonetti sobre a relação entre ciência, impacto social e a importância de uma abordagem colaborativa e transdisciplinar na pesquisa. Ela compartilha sua trajetória, projetos e reflexões sobre justiça epistêmica e o papel da ciência na sociedade, especialmente em comunidades da Amazônia.
A importância da pesquisa colaborativa e transdisciplinar
O papel da justiça epistêmica na ciência
Experiências de trabalho com comunidades tradicionais no Brasil, Caribe e em Moçambique
Projetos de pesquisa na Amazônia e impacto social
Desafios e oportunidades no diálogo entre saberes e ciências
A relação entre ciência, sociedade e políticas públicas
A influência do contexto internacional na pesquisa brasileira
Referências:
Artigo: Sonetti-González, T., Aguiar, A. P. D. de, Henn, F. de, Silva, L. F. C. F. da, Silva, D. C. da, García, M. M., & Bastos Lima, M. G. (2025). Communal sustainable development goals, belonging and involvement: Engaging with the SDGs. People and Nature, 7(12), 445–455. DOI: 10.1002/pan3.70225.
Debates sobre injustiças epistêmicas: Miranda Fricker
Conceitos sobre Fronteiras e feminismos decoloniais: Glória Anzaldúa e Maria Lugones
Feminismo negro: bell hooks (e crítica de gênero interseccional sobre pedagogia de Paulo Freire), Leila González e Conceição Evaristo.
Acadêmicas indígenas: Braulina Baniwa e Francy Baniwa
Palavras-chave
Ciência, impacto social, pesquisa colaborativa, justiça epistêmica, sustentabilidade, comunidades tradicionais, ODS, Amazônia, ciência transdisciplinar
Neste episódio, conversamos com Paulo Simonetti do IDESAM sobre a importância da ciência, tecnologia e inovação na promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia. Descubra como projetos colaborativos, governança e investimento em bioeconomia estão transformando comunidades locais.
Conversamos sobre:
Links:
Manual de interação com comunidades do IDESAM
IDEsam - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia
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Neste episódio, falamos sobre como dois pesquisadores transformaram uma parceria acadêmica em uma iniciativa para fortalecer a saúde indígena no Mato Grosso do Sul, unindo epidemiologia, ciências sociais e comunidade.
Uma conversa sobre coragem, colaboração e o poder de agir antes de ter tudo pronto.
Links do que foi abordado:
Keywords
#Ciência #ImpactoSocial #SaúdeIndígena #Pesquisa #EmpreendedorismoSocial #InstitutoDourados
Neste episódio, o Dr. André Maia Chagas compartilha sua trajetória na ciência aberta, hardware aberto e tecnologia de baixo custo em projetos de impacto social na África e no Brasil. Descubra como equipamentos científicos acessíveis podem transformar a pesquisa e a saúde global.
Links do que foi abordado:
Keywords
ciência aberta, hardware aberto, inovação social, microscópio portátil, malária, África, Nigéria, pesquisa de baixo custo, tecnologia open source, impacto social
#CiênciaAberta #Neurociência #TecnologiaParaTodos #Inovação #SaúdeGlobal
No último episódio do ano do Impacto Científico, Izadora Mattiello conversa com Camila Aloi, gerente de programas do Instituto de Cidadania Empresarial, sobre como as universidades podem assumir um papel mais ativo na geração de impacto social.
Ao longo da entrevista, Camila compartilha sua trajetória entre educação, sociedade civil e economia de impacto, e reflete sobre os caminhos possíveis para integrar ensino, pesquisa e extensão de forma mais conectada com os desafios reais da sociedade.
Falamos sobre o modelo da tríplice hélice e sua ampliação para incluir a sociedade civil, o lugar da extensão universitária na formação de profissionais mais comprometidos com impacto socioambiental, as barreiras institucionais das universidades e os sinais de transformação que já estão em curso no Brasil.
Uma conversa para quem atua ou se interessa por ciência, educação superior, inovação social e pela relação entre universidade e território.
Neste episódio, conversamos com Elisa Mueller (Minha Campinas), Gustavo Palma (mestrando em Demografia/Unicamp) e Prof. Igor Cavallini Johansen (IFCH/Unicamp) sobre o Mapeamento das Iniciativas de Saúde Mental das Juventudes em Campinas, realizado em parceria entre a Minha Campinas, Unicamp e com apoio da FEAC.
Falamos sobre como nasceu a parceria, o papel das OSCs como produtoras de conhecimento, os bastidores da pesquisa, os aprendizados metodológicos, o mapeamento georreferenciado das ações no território e os próximos passos para transformar esses dados em políticas públicas e investimentos mais estratégicos.
📄 Leia o relatório completo:Mapamentes Juventudes
🔗 Siga e conheça as organizações convidadas: • Minha Campinas – Instagram: @minha__campinas | Site: https://www.minhacampinas.org.br • IFCH/Unicamp – Instagram: @ifchunicamp • NEPO/Unicamp – Instagram: @nepo_unicamp
Este estudo foi realizado com apoio da FEAC, que financiou a pesquisa e estimulou a parceria entre universidade e sociedade civil para ampliar o entendimento sobre saúde mental das juventudes nas periferias de Campinas.
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