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Isabel de Olvera foi uma aventureira mexicana, que participou das expedições de colonização da Nova Espanha, nos Estados Unidos, durante o século XVII. Isabel de Olvera nasceu no final do século XVI, em Querétaro, no México. Filha de pai africano e mãe indígena, ela era uma mulher livre quando decidiu partir em expedição rumo ao território que hoje se estende pelos estados do Arizona, Flórida e Novo México. Uma mulher miscigenada, com a pele negra, poderia encontrar sérios problemas em viagem como essa, naquela época. Para garantir que estaria segura durante a expedição, Isabel solicitou que as autoridades locais emitissem um documento comprovando sua liberdade, “livre tanto de casamento como da escravidão”. O final da sua petição dizia: “solicito um documento que proteja meus direitos. Eu exijo Justiça”. Após um processo jurídico de 8 meses, Olvera teve sua liberdade legalmente comprovada, e partiu em sua jornada de mais de 2 mil quilômetros através de rios, desertos e montanhas, rumo à Nova Espanha. Nada se sabe sobre a vida de Isabel de Olvera após a partida da expedição, mas sabemos que ela chegou lá, e isso confronta a narrativa de que os negros só chegaram na América do Norte à força, escravizados. Sua vida é também um registro de uma das primeiras mulheres negras lutando por seus direitos no Novo Mundo.
By Maitê Proença5
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Isabel de Olvera foi uma aventureira mexicana, que participou das expedições de colonização da Nova Espanha, nos Estados Unidos, durante o século XVII. Isabel de Olvera nasceu no final do século XVI, em Querétaro, no México. Filha de pai africano e mãe indígena, ela era uma mulher livre quando decidiu partir em expedição rumo ao território que hoje se estende pelos estados do Arizona, Flórida e Novo México. Uma mulher miscigenada, com a pele negra, poderia encontrar sérios problemas em viagem como essa, naquela época. Para garantir que estaria segura durante a expedição, Isabel solicitou que as autoridades locais emitissem um documento comprovando sua liberdade, “livre tanto de casamento como da escravidão”. O final da sua petição dizia: “solicito um documento que proteja meus direitos. Eu exijo Justiça”. Após um processo jurídico de 8 meses, Olvera teve sua liberdade legalmente comprovada, e partiu em sua jornada de mais de 2 mil quilômetros através de rios, desertos e montanhas, rumo à Nova Espanha. Nada se sabe sobre a vida de Isabel de Olvera após a partida da expedição, mas sabemos que ela chegou lá, e isso confronta a narrativa de que os negros só chegaram na América do Norte à força, escravizados. Sua vida é também um registro de uma das primeiras mulheres negras lutando por seus direitos no Novo Mundo.