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“Uma flor entre dois abismos”, assim Liszt chamou o movimento central da Sonata ao Luar de Beethoven. Essa metáfora também vale para o próprio Beethoven, pois no ano de composição dessa sonata (1801) ele enfrentava dois dilemas sérios. De um lado, uma grande decepção amorosa com Giulietta Guicciardi, donzela tão amada por Beethoven - ele guardou seu retrato até o fim da vida. De outro, a surdez iminente, que o privou da convivência com seus amigos e o encerrou naquilo que mais o angustiava: a solidão.
Essa situação disparou uma forte crise e, em busca de cura, ele se isolou em Heiligenstadt. Ao fim do ano de 1802, o compositor voltou a Viena com os esboços de sua grandiosa terceira sinfonia, a Eroica.
Nesse programa, todo esse tortuoso caminho de sofrimentos é tratado, desde seus primeiros sinais de surdez até sua aproximação da ideia de suicídio que, afinal, nunca aconteceu. Pois, como ele mesmo escreveu: “a arte, apenas ela, me reteve”.
Nesse programa, são apresentadas:
- Sonata ao Luar, Opus 27 n. 2 – para piano;
- Adelaide, Opus 46 – para voz e piano;
- Sonata Opus 14 n. 2 (primeiro movimento) – para piano.
Créditos do Programa:
Roteiro, apresentação e montagem: Vitor Ramirez
Revisão: Gustavo Xavier
Participação especial (interpretação): Cido Tavares.
Agradecimentos especiais a Cido Tavares pela interpretação do Testamento de Heiligenstadt.
By Jornal da USP“Uma flor entre dois abismos”, assim Liszt chamou o movimento central da Sonata ao Luar de Beethoven. Essa metáfora também vale para o próprio Beethoven, pois no ano de composição dessa sonata (1801) ele enfrentava dois dilemas sérios. De um lado, uma grande decepção amorosa com Giulietta Guicciardi, donzela tão amada por Beethoven - ele guardou seu retrato até o fim da vida. De outro, a surdez iminente, que o privou da convivência com seus amigos e o encerrou naquilo que mais o angustiava: a solidão.
Essa situação disparou uma forte crise e, em busca de cura, ele se isolou em Heiligenstadt. Ao fim do ano de 1802, o compositor voltou a Viena com os esboços de sua grandiosa terceira sinfonia, a Eroica.
Nesse programa, todo esse tortuoso caminho de sofrimentos é tratado, desde seus primeiros sinais de surdez até sua aproximação da ideia de suicídio que, afinal, nunca aconteceu. Pois, como ele mesmo escreveu: “a arte, apenas ela, me reteve”.
Nesse programa, são apresentadas:
- Sonata ao Luar, Opus 27 n. 2 – para piano;
- Adelaide, Opus 46 – para voz e piano;
- Sonata Opus 14 n. 2 (primeiro movimento) – para piano.
Créditos do Programa:
Roteiro, apresentação e montagem: Vitor Ramirez
Revisão: Gustavo Xavier
Participação especial (interpretação): Cido Tavares.
Agradecimentos especiais a Cido Tavares pela interpretação do Testamento de Heiligenstadt.