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Juliane Koepcke sofreu uma queda de avião de 3.000 metros e, apesar de seus 17 anos e dos graves ferimentos, sobreviveu sozinha por onze dias no meio da floresta amazônica. JK nasceu no Peru, filha de dois zoologistas alemães que trabalhavam no Museu de História Natural de Lima. Os pais se mudaram para o coração da floresta amazônica para fazerem pesquisas científicas, e Juliane, de 14 anos, foi junto; lá aprendeu as técnicas de sobrevivência que salvariam sua vida. J. precisou voltar para Lima para seus exames finais da escola. Um dia após se formar, na véspera do Natal de 1971, Juliane e sua mãe embarcaram no voo LANSA 508 - seus pais não queriam que ela voasse nesta data, muito menos com essa companhia aérea (de péssima reputação), mas o voo era o único disponível. O avião foi atingido por um raio e começou a se desintegrar, antes de cair. JK, caiu por 3000 metros, até “aterrissar” no meio da floresta. Com uma concussão cerebral, a clavícula quebrada, um olho ferido e um corte profundo no braço direito, passou 11 dias perdida na selva. Além dos ferimentos da queda, a menina foi gravemente picada por diversos insetos, e o corte em seu braço foi infestado por larvas. Juliane encontrou um acampamento de pescadores e prestou serviços de primeiros-socorros a si mesma com os objetos que achou por lá, despejou gasolina na ferida do braço para expulsar as larvas. Quando os pescadores a encontraram, Juliane foi carregada até uma área mais habitada, de onde voou para um hospital. Recuperou-se e ajudou as equipes de busca a localizarem os corpos das vítimas, inclusive o de sua mãe. J. se mudou para Alemanha e estudou biologia, se especializando em morcegos. Esta história foi contada por ela mesma em um documentário do brilhante cineasta Werner Herzog, “Wings of Hope”, de 1998 (traduzido como “Juliane cai na selva”).
By Maitê Proença5
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Juliane Koepcke sofreu uma queda de avião de 3.000 metros e, apesar de seus 17 anos e dos graves ferimentos, sobreviveu sozinha por onze dias no meio da floresta amazônica. JK nasceu no Peru, filha de dois zoologistas alemães que trabalhavam no Museu de História Natural de Lima. Os pais se mudaram para o coração da floresta amazônica para fazerem pesquisas científicas, e Juliane, de 14 anos, foi junto; lá aprendeu as técnicas de sobrevivência que salvariam sua vida. J. precisou voltar para Lima para seus exames finais da escola. Um dia após se formar, na véspera do Natal de 1971, Juliane e sua mãe embarcaram no voo LANSA 508 - seus pais não queriam que ela voasse nesta data, muito menos com essa companhia aérea (de péssima reputação), mas o voo era o único disponível. O avião foi atingido por um raio e começou a se desintegrar, antes de cair. JK, caiu por 3000 metros, até “aterrissar” no meio da floresta. Com uma concussão cerebral, a clavícula quebrada, um olho ferido e um corte profundo no braço direito, passou 11 dias perdida na selva. Além dos ferimentos da queda, a menina foi gravemente picada por diversos insetos, e o corte em seu braço foi infestado por larvas. Juliane encontrou um acampamento de pescadores e prestou serviços de primeiros-socorros a si mesma com os objetos que achou por lá, despejou gasolina na ferida do braço para expulsar as larvas. Quando os pescadores a encontraram, Juliane foi carregada até uma área mais habitada, de onde voou para um hospital. Recuperou-se e ajudou as equipes de busca a localizarem os corpos das vítimas, inclusive o de sua mãe. J. se mudou para Alemanha e estudou biologia, se especializando em morcegos. Esta história foi contada por ela mesma em um documentário do brilhante cineasta Werner Herzog, “Wings of Hope”, de 1998 (traduzido como “Juliane cai na selva”).