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La dansarina: pandemia e gênero
Neste episódio especial do Andança a Profa. Luciene Pessotti (@lupessotti) aborda o drama vivido por mulheres negras e pardas na primeira pandemia do Século XX, ocorrida em 1918, conhecida como gripe espanhola. O Brasil atravessava um momento tumultuado na política. Não havia rádio e TV. Cerca de 65% da população era analfabeta. Os pobres sabiam da doença pelo boca a boca na cidade. A abolição da escravidão se dera 30 anos antes da pandemia e milhares de homens e mulheres negros ficaram à própria sorte, sem amparo econômico, social e político do Estado. Muitas mulheres negras e pardas trabalhavam para seu sustento e de suas famílias. Recebiam baixa remuneração – a metade, ou menos que a metade, da remuneração dos homens. Muitas foram vítimas anônimas da gripe espanhola. Submetidas a trabalhos extenuantes, com carência alimentar e doenças preexistentes logo sucumbiam à doença. O Coletivo Terra, Raça e Classe do MST afirmou que os brasileiros que mais sofreram com a gripe espanhola foram os negros e negras pertencentes à classe trabalhadora. Mas, houveram mulheres fortes no recorte histórico pré e pós abolicionismo. É sobre essas mulheres e o enfrentamento as péssimas condições de vida que estavam submetidas que falamos neste episódio. Trata-se também de uma homenagem do Andança a estas mulheres, arrancadas da África, e de cujo ventre nasceu um contingente humano que ajudou a construir o Brasil.
La dansarina: pandemia e gênero
Neste episódio especial do Andança a Profa. Luciene Pessotti (@lupessotti) aborda o drama vivido por mulheres negras e pardas na primeira pandemia do Século XX, ocorrida em 1918, conhecida como gripe espanhola. O Brasil atravessava um momento tumultuado na política. Não havia rádio e TV. Cerca de 65% da população era analfabeta. Os pobres sabiam da doença pelo boca a boca na cidade. A abolição da escravidão se dera 30 anos antes da pandemia e milhares de homens e mulheres negros ficaram à própria sorte, sem amparo econômico, social e político do Estado. Muitas mulheres negras e pardas trabalhavam para seu sustento e de suas famílias. Recebiam baixa remuneração – a metade, ou menos que a metade, da remuneração dos homens. Muitas foram vítimas anônimas da gripe espanhola. Submetidas a trabalhos extenuantes, com carência alimentar e doenças preexistentes logo sucumbiam à doença. O Coletivo Terra, Raça e Classe do MST afirmou que os brasileiros que mais sofreram com a gripe espanhola foram os negros e negras pertencentes à classe trabalhadora. Mas, houveram mulheres fortes no recorte histórico pré e pós abolicionismo. É sobre essas mulheres e o enfrentamento as péssimas condições de vida que estavam submetidas que falamos neste episódio. Trata-se também de uma homenagem do Andança a estas mulheres, arrancadas da África, e de cujo ventre nasceu um contingente humano que ajudou a construir o Brasil.