Hoje
O engenho que nos dá a vida
É o mesmo lugar para todos nós
Se, cada um escolher seu canto
Por tristeza ou desencanto
Nada há de lhe fartar...
Nem suas memórias, nem a sua história
Tratará o tempo de acalmar.
Ontem, que desfecho dei a meus prantos
O que ao longe moldura os planos
Lá fora... À mesa de frios, humanos
Bordados em tempos profanos
De úmidas noites a se definhar
O que tanto trago envelhecido
No lápis que disponho pra decalcar
Sobre o vazio desse olhar...
Encontro, no sopro dos ventos
Ao alcance das folhas, nos fazem dançar!
Amanhã
Acordado com a tua alegria
Benvinda... para todos nós
N'alquimia de tratos fecundos
Tem o sorriso entre o céu e o mar
Sem reservas, receitas ou dietas
Que me deixas ouvir
Do meu peito e falar sujeito
Então presente quando o dia
Nos vier encontrar!...
LAÇOS SERENOS
erhi Araujo