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Quem está certo?
Vamos imaginar. Contrata-se uma pessoa para fazer pão com recheio. Leva azeitona com caroço. O funcionário percebe "x". Alguns clientes sugerem "azeitona sem caroço". O proprietário dos pães resolve vender uma parte da produção de pães com azeitonas com e sem caroços.
O mesmo funcionário, agora, deve tirar os caroços. O preço do pão, com azeitona sem caroço, custa um terço a mais do que "com caroço". No entanto, o funcionário que faz os pães e tira os caroços das azeitonas não teve aumento salarial.
Com o aumento das vendas, o padeiro não dá conta de preparar a massa e tirar os caroços. O empresário contrata novo funcionário para tirar os caroços. Como é "simples" o serviço, o novo funcionário percebe menos do que a metade do salário do padeiro. Por contratar o segundo funcionário, o empresário "precisa" aumentar o preço do pão com azeitona sem caroço.
Certo dia, o empresário descobre que é possível ter as azeitonas sem caroços. São importadas de país cujas leis trabalhistas são "flexíveis", tipo terceirizado. Os trabalhadores de outro país não são vistos como "empregados", mas "empreendedores", já que podem "escolher" os horários de trabalho, os dias de trabalho, desde que façam suas tarefas no tempo exigido pelo empresariado local. Para esses "empreendedores", a empresa para que prestam o serviço de tirar os caroços contrata por "pejotização". Notem. Esses "empreendedores" aceitam os termos da empresa, como contrato de adesão entre consumidor e fornecedor; o consumidor não tem como barganhar. Certa vez, um "empreendedor" exige certo plano de saúde. Nenhuma das empresas locais aceitam a exigência desse "empreendedor", ou seria prestador de serviço?
Segundo libertário, o "empreendedor" é livre para decidir se quer trabalhar ou não. Segundo Marx, o "empreendedor" não é livre, pois não tem força econômica para exigir o tipo de plano de saúde. Como o "empreendedor" tem o "único poder", a sua força de trabalho", aceita qualquer coisa. O mais importante, pelo instinto de sobrevivência, pelos sucos gástricos corroendo a mucosa gástrica, não há liberdade de escolha.
Quem está certo sobre "liberdade de escolha"? Marxistas ou liberais?
Partindo da ideia de um ser humano sem necessidades para sobreviver, isto é, não precisa se alimentar, não sente frio ou calor, consequentemente não necessita de roupas e calçados, não adoece jamais, pode comer alimentos putrefados, beber líquidos com coliformes fecais, com substâncias cancerígenas e, mais importante, nenhuma pandemia pode causar prostração etc., é de se considerar que a escolha do "empreender" é, realmente, livre de qualquer ação externa e interna; nesta, o mínimo para sobreviver por exigência do metabolismo basal. Ou seja, é "livre para escolher" se trabalha ou não.
Agora, sendo um ser humano "normal", isto é, sente frio e calor, necessita de um mínimo de nutrientes e calorias para manter o organismo funcionando "bem", pode ser contaminado por vírus e morrer etc., a conclusão que se tem é, o "empreendedor" não é "livre" para escolher, barganhar. "Aceita ou não" é um reducionismo sobre a palavra "liberdade". (https://sergiohenriquepereira.jusbrasil.com.br/artigos/922439671/liberdade-de-escolha-conceitos-filosoficos-marxista-e-liberal)
Música:
Blue Sky Blues by Kara Square (c) copyright 2019 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. http://dig.ccmixter.org/files/mindmapthat/60675 Ft: Admiral Bob
By Sérgio Henrique da Silva PereiraQuem está certo?
Vamos imaginar. Contrata-se uma pessoa para fazer pão com recheio. Leva azeitona com caroço. O funcionário percebe "x". Alguns clientes sugerem "azeitona sem caroço". O proprietário dos pães resolve vender uma parte da produção de pães com azeitonas com e sem caroços.
O mesmo funcionário, agora, deve tirar os caroços. O preço do pão, com azeitona sem caroço, custa um terço a mais do que "com caroço". No entanto, o funcionário que faz os pães e tira os caroços das azeitonas não teve aumento salarial.
Com o aumento das vendas, o padeiro não dá conta de preparar a massa e tirar os caroços. O empresário contrata novo funcionário para tirar os caroços. Como é "simples" o serviço, o novo funcionário percebe menos do que a metade do salário do padeiro. Por contratar o segundo funcionário, o empresário "precisa" aumentar o preço do pão com azeitona sem caroço.
Certo dia, o empresário descobre que é possível ter as azeitonas sem caroços. São importadas de país cujas leis trabalhistas são "flexíveis", tipo terceirizado. Os trabalhadores de outro país não são vistos como "empregados", mas "empreendedores", já que podem "escolher" os horários de trabalho, os dias de trabalho, desde que façam suas tarefas no tempo exigido pelo empresariado local. Para esses "empreendedores", a empresa para que prestam o serviço de tirar os caroços contrata por "pejotização". Notem. Esses "empreendedores" aceitam os termos da empresa, como contrato de adesão entre consumidor e fornecedor; o consumidor não tem como barganhar. Certa vez, um "empreendedor" exige certo plano de saúde. Nenhuma das empresas locais aceitam a exigência desse "empreendedor", ou seria prestador de serviço?
Segundo libertário, o "empreendedor" é livre para decidir se quer trabalhar ou não. Segundo Marx, o "empreendedor" não é livre, pois não tem força econômica para exigir o tipo de plano de saúde. Como o "empreendedor" tem o "único poder", a sua força de trabalho", aceita qualquer coisa. O mais importante, pelo instinto de sobrevivência, pelos sucos gástricos corroendo a mucosa gástrica, não há liberdade de escolha.
Quem está certo sobre "liberdade de escolha"? Marxistas ou liberais?
Partindo da ideia de um ser humano sem necessidades para sobreviver, isto é, não precisa se alimentar, não sente frio ou calor, consequentemente não necessita de roupas e calçados, não adoece jamais, pode comer alimentos putrefados, beber líquidos com coliformes fecais, com substâncias cancerígenas e, mais importante, nenhuma pandemia pode causar prostração etc., é de se considerar que a escolha do "empreender" é, realmente, livre de qualquer ação externa e interna; nesta, o mínimo para sobreviver por exigência do metabolismo basal. Ou seja, é "livre para escolher" se trabalha ou não.
Agora, sendo um ser humano "normal", isto é, sente frio e calor, necessita de um mínimo de nutrientes e calorias para manter o organismo funcionando "bem", pode ser contaminado por vírus e morrer etc., a conclusão que se tem é, o "empreendedor" não é "livre" para escolher, barganhar. "Aceita ou não" é um reducionismo sobre a palavra "liberdade". (https://sergiohenriquepereira.jusbrasil.com.br/artigos/922439671/liberdade-de-escolha-conceitos-filosoficos-marxista-e-liberal)
Música:
Blue Sky Blues by Kara Square (c) copyright 2019 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. http://dig.ccmixter.org/files/mindmapthat/60675 Ft: Admiral Bob