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Depois que a mulher de azul saiu da casa de Stefani, os olhares de todos se voltaram para Augusto. Todos haviam achado muito estranha a atitude dele de ajudar a estranha mulher.
O pai de Stefani encarou o sogro e perguntou por que ajudar aquela mulher. Augusto respondeu apontando para Stefani, que estava deitada no colo da mãe,
expirando e inspirando o ar com muita força.
Pamela, que estava sentada na cama ao lado da mãe de Stefani, perguntou para o namorado se ele conhecia aquela mulher. Ele calmamente respondeu que não, mas que apoiava o fato de ela estar atrás de ladrões, por isso tinha dito para ela só tapar a boca de uma pessoa. Todos pensaram um pouco e viram sentido naquela explicação.
A mãe da garota pediu para o marido pegar as chaves de carro, para levarem a filha ao médico, mas ele se recusou:
– Desculpe querida, mas… A gente não sabe nada sobre aquela mulher, e se ela esta nos vigiando? Ela disse ter companheiras. E além disso, elas estavam atrás de um caminhão que estava com drogas, se elas sabiam disso, do que mais elas podem saber?
Estela, fechou a cara, mais para o fato de o marido estar certo, do que para o fato da recusa em levar a filha para o médico.
Pamela ficou vermelha, e sem olhar para ninguém, falou:
– Bom… Minha médica é boa em guardar segredos… Ela é ginéco, mas antes de se especializar, ela aprendeu um pouco de tudo, eu acho.
– Então liga para ela! – Exclamou Estela.
Pamela foi pega desprevenida, pois não esperava tal reação. Então, ela pegou o celular, discou, colocou no viva-vos e esperou, até:
– Fala ai Pamela! Tudo certo? – Gritou uma voz bastante jovial e animada de mulher.
– Doutora, boa tarde… – Tentou falar Pamela.
– Doutora o cacete, eu não tenho doutorado, então para de frescura! – Reclamou a mulher do outro lado da linha.
Stefani esboçou um sorriso, mas acabou tossindo muito por causa disso:
– O Pamela, acho que o pulmão de alguém foi parar longe! – Falou a médica.
– Jessica, é a neta do meu namorado, ela precisa de ajuda. – Explicou Pamela.
– Ficou maluca, não é dessa área que eu cuido! – Exclamou a médica.
– Na verdade ela precisa de sigilo. – Explicou Pamela.
– Meio difícil hoje em dia, nem se ela morasse em uma caverna. – Falou a médica dando risadinhas.
Augusto se aproximou do telefone e falou direto e reto:
– Apareceu uma mulher que fez uma bola de água na cabeça da minha neta, ela ficou sem respirar, e agora estamos com receio de levar ela em um hospital, por que não sabemos quem esta nos observando.
A mulher começou a balbuciar algo ininteligível, mas quando ela resolveu falar foi eficaz:
– Então isso é verdade? Não é viagem de maconheiro? Sendo assim, façam ela tomar muita água para lubrificar a garganta. Mel pode ajudar. Se ela chegou a desmaiar, é bom procurar um médico para fazer um exame na cabeça. Se não, e ele tiver dor de cabeça, deem um remédio desses, que todo mundo toma sem receita. E levem no médico quando acharem seguro. E não digam que falei isso do remédio sem receita.
Não era muita coisa, mas ninguém tinha pensado em água e mel. Pamela agradeceu e desligou.
Augusto saiu para comprar mel, o pai de Stefani teve que voltar para o serviço, Pamela foi tirar a mesa enquanto Estela ficava observando a filha, já deitada na cama.
Depois de darem o mel para a garota, e a deixaram dormir para se recuperar, o avô da garota foi dar uma olhada no bairro para saber se mais alguém tinha visto algo estranho. Pamela ficou com Estela,