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Stefani, estava pensativa na escola, nem os ataques de Viviane estavam incomodando. O que fez a loira raquítica se cansar e se calar.
A tarde, Stefani fez seus deveres, ajudou a mãe com a casa, e depois saiu para ir até o mercadinho do avô.
Quando chegou lá, viu Pamela em um dos caixas, passando as compras de uma senhora. Quando a cliente saiu, Stefani se aproximou de Pamela, com o número do celular anotado em um papel, e falou, que queria conversar.
Pamela pegou o papel e Stefani foi ver o avô.
Ele lia um jornal que falava sobre as ultimas ações das Super Mulheres, que era a forma, que a imprensa estava usando para se referir as mulheres coloridas.
Elas tiveram um fim de semana agitado, contiveram torcidas organizadas, ajudaram no resgate de pessoas em uma enchente e impediram o sequestro de uma criança.
Augusto olhou para a neta e falou:
– Vai ficar muito difícil para a policia, se continuarem se opondo a elas. Elas já tem muita aceitação popular.
Stefani pegou o jornal e viu na matéria, fotos de desenhos que crianças faziam das heroínas.
A garota se sentou na frente do avô, suspirou e disse:
– Eu não sei se elas vão conseguir ficar escondidas por muito mais tempo. Tem câmera para tudo quanto é lado!
– Nem só câmeras, mas celulares, elas poderiam ser rastreadas de várias formas. Elas tão mostrando competência. – Falou Augusto.
Os dois começaram a conversar sobre os pais de Stefani, e chegaram a conclusão que a ideia de falar com Pamela era a única. Augusto ofereceu a casa para elas conversarem, mas Stefani preferiu combinar direto com Pamela.
De noite, por volta das 10 e 30, Stefani recebeu uma ligação de Pamela, sugerindo que conversassem em um lugar aberto, como um parque. Mas Stefani tinha outra ideia:
– Olha, tá passando um filme brasileiro que ninguém quer ver, e a sala ta vazia. O pessoal da minha sala está usando para namorar.
Pamela não conseguiu conter o riso, e achou a ideia interessante, afinal, se o pessoal ia para lá, para das uns amassos, quem repararia em duas mulheres conversando.
No dia seguinte, a tarde, Stefani já estava esperando na porta do cinema, quando Pamela chegou. A garota que já tinha comprado as duas entradas, entregou uma a Pamela e foi entrando.
Elas deixaram para entrar pouco antes de começar o filme, assim poderiam pegar os lugares mais afastados dos casais.
Pamela se surpreendeu com a quantidade de duplas ali, com a solene intenção de ignorar o filme para namorar.
Depois de escolherem duas cadeiras mais ao canto, Stefani relatou o que havia acontecido na semana anterior, e a conversa com a mãe.
Pamela não ficou nenhum pouco animada, mas falou para a garota:
– Eu não posso ter raiva da sua mãe por isso, é uma duvida que atormente muitas mulheres… Seu pai me pareceu um homem que não faria algo do tipo, ele é meio tímido.
Stefani concordou a respeito do pai ser tímido, e teve que admitir, que se parece para pensar, ela tinha um certo receio das coisas que poderia ter que fazer para segurar um namorado. E as duplinhas estavam dando várias demonstrações de quais coisas eram, durante o filme.
Pamela olhou para o lado e viu uma Stefani vermelha como tomate, pois algumas fileiras a frente um rapaz estava de pé com as calças abaixadas, sendo chupado por uma garota.
Pamela olhou para traz e viu o lanterninha apenas observando. Quando o homem reparou que estava sendo observado, se aproximou e falou:
– Nem vem me dar bronca, isso é bem melhor que o filme.
– Olha, mas esse não é um cinema prive! – Retrucou Pamela.