
Sign up to save your podcasts
Or


Maria Veleda foi uma jornalista, educadora e ativista feminista e republicana portuguesa. Defensora da igualdade entre gêneros e do acesso à educação para todos, foi líder do primeiro movimento feminista de Portugal e pioneira na luta pela educação das crianças. Maria Veleda nasceu em Faro, em 1871, filha de uma família abastada. Aos dezenove anos, inicia sua carreira literária, e publica os mais variados tipos de textos em diversos jornais portugueses. Por volta de 1890, se casa, e em seguida adota um menino de pouco mais de um ano de idade, filho de uma funcionária sua que havia morrido; em 1899, dá à luz seu filho biológico. Em 1902, numa época em que praticamente não havia literatura infantil em Portugal, M.V. publica uma coletânea de contos para crianças. Separa-se do marido e se muda para Lisboa com os dois filhos e sua mãe, e passa a trabalhar como professora em um asilo e em um colégio. Lecionando no Centro Escolar Republicano, Veleda criou cursos noturnos, totalmente gratuitos, para alfabetizar mulheres. Em 1909, passa a integrar a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, fundada por Adelaide Cabedete (#mulherdefibra); dentro da liga, cria o projeto “Obra Maternal”, que acolhia e educava crianças em situação de vulnerabilidade. Em 1912, M.V. foi nomeada pelo recém instaurado governo republicano como Delegada de Vigilância da Tutoria Central da Infância de Lisboa, instituição que acolhia crianças carentes. Veleda tb era uma defensora intransigente do sufrágio integral, que contemplasse todas as mulheres, e não só uma elite. Por volta de 1920, desiludida com as promessas não cumpridas de igualdade do governo republicano, Maria Veleda abandona seu ativismo político e feminista, e passa a dedicar sua vida à espiritualidade e ao esoterismo, tornando-se uma das principais divulgadoras do espiritismo em Portugal. Morre em 1955, aos 84 anos.
By Maitê Proença5
11 ratings
Maria Veleda foi uma jornalista, educadora e ativista feminista e republicana portuguesa. Defensora da igualdade entre gêneros e do acesso à educação para todos, foi líder do primeiro movimento feminista de Portugal e pioneira na luta pela educação das crianças. Maria Veleda nasceu em Faro, em 1871, filha de uma família abastada. Aos dezenove anos, inicia sua carreira literária, e publica os mais variados tipos de textos em diversos jornais portugueses. Por volta de 1890, se casa, e em seguida adota um menino de pouco mais de um ano de idade, filho de uma funcionária sua que havia morrido; em 1899, dá à luz seu filho biológico. Em 1902, numa época em que praticamente não havia literatura infantil em Portugal, M.V. publica uma coletânea de contos para crianças. Separa-se do marido e se muda para Lisboa com os dois filhos e sua mãe, e passa a trabalhar como professora em um asilo e em um colégio. Lecionando no Centro Escolar Republicano, Veleda criou cursos noturnos, totalmente gratuitos, para alfabetizar mulheres. Em 1909, passa a integrar a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, fundada por Adelaide Cabedete (#mulherdefibra); dentro da liga, cria o projeto “Obra Maternal”, que acolhia e educava crianças em situação de vulnerabilidade. Em 1912, M.V. foi nomeada pelo recém instaurado governo republicano como Delegada de Vigilância da Tutoria Central da Infância de Lisboa, instituição que acolhia crianças carentes. Veleda tb era uma defensora intransigente do sufrágio integral, que contemplasse todas as mulheres, e não só uma elite. Por volta de 1920, desiludida com as promessas não cumpridas de igualdade do governo republicano, Maria Veleda abandona seu ativismo político e feminista, e passa a dedicar sua vida à espiritualidade e ao esoterismo, tornando-se uma das principais divulgadoras do espiritismo em Portugal. Morre em 1955, aos 84 anos.