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Neste episódio especial ao vivo, a convite da livraria Utopia111 (apelo de Luís Gonçalo e Júlia Oliveira), Francisco Mota Saraiva e João Dinis emaranham-se no labirinto da memória e da deriva de António Lobo Antunes, sondando e remexendo à procura da existência humana.
Como diria o nosso querido Autor, «Não se desce vivo de uma cruz»; e, do mesmo modo, dizemos nós, que não se sobe ao altar de Lobo Antunes e se regressa dele igual. Nem vivo, nem morto. Tão-pouco ressuscitado. Regressa-se outra coisa qualquer, como só ele o saberia escrever.
Entre longas frases, verbalizações delirantes, exercícios metaficcionais, repetições, montagens e colagens, os nossos apresentadores procuram o silêncio do texto entre a polifonia de quem dizia que «Um escritor não é para ser compreendido nem para ser analisado, é para ser apanhado como uma febre». Pois bem, para curar qualquer maleita literária, bebe-se um Lobo Mau, tinto, reserva 2020. Mas há que dizê-lo: nem vinho nem Autor casam com o adjectivo dado ao canino.
Há quem escreva para os que estão antes de morrer. António Lobo Antunes escreveu para os que estão antes e para os que estão depois. Ide ler!
By Francisco Mota Saraiva e João DinisNeste episódio especial ao vivo, a convite da livraria Utopia111 (apelo de Luís Gonçalo e Júlia Oliveira), Francisco Mota Saraiva e João Dinis emaranham-se no labirinto da memória e da deriva de António Lobo Antunes, sondando e remexendo à procura da existência humana.
Como diria o nosso querido Autor, «Não se desce vivo de uma cruz»; e, do mesmo modo, dizemos nós, que não se sobe ao altar de Lobo Antunes e se regressa dele igual. Nem vivo, nem morto. Tão-pouco ressuscitado. Regressa-se outra coisa qualquer, como só ele o saberia escrever.
Entre longas frases, verbalizações delirantes, exercícios metaficcionais, repetições, montagens e colagens, os nossos apresentadores procuram o silêncio do texto entre a polifonia de quem dizia que «Um escritor não é para ser compreendido nem para ser analisado, é para ser apanhado como uma febre». Pois bem, para curar qualquer maleita literária, bebe-se um Lobo Mau, tinto, reserva 2020. Mas há que dizê-lo: nem vinho nem Autor casam com o adjectivo dado ao canino.
Há quem escreva para os que estão antes de morrer. António Lobo Antunes escreveu para os que estão antes e para os que estão depois. Ide ler!