O discurso de ódio e aversão às mulheres encontrou nas redes sociais terreno propício para se fortalecer.
Em pouco mais de vinte anos, vimos o surgimento e articulação de redpills, incels, e influencers masculinistas de toda ordem.
Com algoritmos que apelam para conteúdos violentos, a misoginia gera clique, monetização e cada vez mais violência de gênero, dentro e fora do ambiente digital.
Um projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará está de olho nisso e quer formar mulheres para identificar casos de ódio e usar ferramentas de proteção e enfrentamento.
É o “Arretadas em Rede - livres de misoginia”, iniciativa em parceria com Universidade de Brasília, Fundação Cetrede e Ministério das Mulheres.
É sobre esse projeto e sobre misoginia digital que dialogamos nesta edição do Rádio Debate, veiculada em 03 de junho de 2026.
Participam do programa:
> Glícia Pontes, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Ceará nas áreas de publicidade, comunicação, cultura e política. Atualmente Pró-reitora adjunta de Cultura. É uma das coordenadoras do projeto de extensão “Arretadas em Rede - livres de misoginia”;
> Marina Solon, Doutora em Comunicação pela UFC e pesquisadora de Pós-Doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Maranhão. Pesquisa jornalismo, feminismos, ativismo digital, redes sociais e violência de gênero. Vai ministrar uma das formações do projeto "Arretadas em Rede". (acabou de ingressar na UFC como professora substituta do curso de Jornalismo);
> Lola Aronovich, professora e autora do blog feminista “Escreva Lola Escreva”, pela qual ficou conhecida e passou a dar palestras sobre feminismo, ativismo e misoginia na internet. Lola dá nome a uma lei federal de combate a crimes de misoginia no ambiente digital, de autoria da deputada federal Luizanne Lins, da Rede do Ceará.
--
Produção e Roteiro: Raquel Dantas
Apresentação: Carolina Areal
Operação de Áudio: Fernando Maia
O Rádio Debate é um programa do Núcleo de Produções Especiais, com apoio da ADUFC - Seção Sindical do ANDES / Sindicato Nacional e realização da Universitária FM 107.9 e da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura.