Após um distanciamento do “eu mesmo”, da escrita e consequentemente do podcast, decidi retornar com o episódio “Neologismo em fuga”, recitando uma poesia autoral e acrescentando uma nova dinâmica aos episódios. Aperte o play e entre em um mundo ADDVERSO comigo!
Poesia: Neologismo em fuga
A fuga se faz presente cada vez mais.
Antes era apenas uma tendência, algo hereditário ou então astrológico.
Logo, surgiu uma intriga, pulginha atrás da orelha, sabe?
Pensamento, de tantos sussurros se formou.
Depois, tornou-se um desejo.
Tardiamente, concretizou-se em um hábito.
E agora… uma necessidade?
Ah, fugir!
Fugir de compromissos, fugir de vontades, de pessoas, do eu mesmo, e quando vi, fugi da realidade.
Tropiquei, galopei, corri, acelerei, sem olhar pra trás me encontrei “fugido”. (Ou então perdido?) Não! “Fugido”.
Fugi por escolha. Sei muito bem a cidade, o bairro, a rua, o nome, o número; até o CEP eu já decorei da minha “FUGA”.
Fugir, “fugagem” se me permite apropriar de um verbo inexistente, não é uma arte para qualquer um, como disse, foi cativado, ignorado, alimentado, porque aliás, reprimir é potencializar, não?
Não vem ao caso, a questão é que… foragido ou não, a fuga se faz presente cada vez mais.
Então, abrace logo ou seja “fugado”.