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Este podcasts é em homenagem a um grande amigo e ouvinte, que faleceu no dia 25/06, Manolo, um grande músico e conhecedor de fatos e usuário Linux, que acima de tudo gostava de duas coisas, a sua Bahia e ser rabugento.
Deixem seus comentários e nos sigam nas redes sociais!
A Bahia é o estado mais tranquilo do Brasil, toda vez que o brasileiro quer mostrar para o mundo, o quanto somos um pais festeiros, a Globo abre um link para o Pelourinho com o Canuto mostrando o Olodum e seus tambores, a Bahia é sempre referência em alegria e festividade, mas o estado que originou o Brasil nem sempre foi só festas, muitas revoltas e guerras ocorreram neste território, iniciando dentro do seus domínios ou se estendo por ele, e por isso separamos aqui alguns dos principais fatos históricos bélicos baianos:
A Conjuração Baiana, também chamada de Revolta dos Alfaiates, ocorreu em 1798, em Salvador.
As principais causas, foram: Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais e alimentos. Além disso, reclamavam da falta de determinados alimentos. Também reclamavam de uma forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.
A Revolução Liberal de 1821, foi uma adesão de Salvador ao movimento que ocorrera em Portugal, na região do Porto, que exigiu a volta de D. João VI para aquele país.
A Federação dos Guanais aconteceu entre 1821 e 1823 em terra baiana e caracteriza-se por ser uma revolta nativista, ou seja, conflito entre os portugueses e os nativos brasileiros que aqui viviam.
A Revolta dos Malês foi uma das inúmeras rebeliões promovidas por escravos durante o Período Regencial. O motim ocorreu na cidade de Salvador, entre os dias 24 e 25 de janeiro de 1835 (no fim do mês sagrado do Ramadã), há exatos 180 anos.
O objetivo da revolta era tomar o poder, impor o islamismo, assassinar e confiscar os bens de brancos e mulatos e escravizar os não-mulçumanos.
O movimento teria sido planejado em reuniões organizadas pelos escravos livres, com a desculpa de praticarem exercícios de leitura e escrita corânicas, então eles dividiam tempo com rezas e conspirações.
Suspeita-se que algum integrante tenha delatado o próprio movimento. Ao procurar sair da cidade, um grupo de mais de quinhentos revoltosos, entre escravos e libertos, foi barrado na vizinhança do Quartel de Cavalaria em Água dos Meninos, onde se deram os combates decisivos, vencidos pelas forças oficiais, mais numerosas e bem armadas.
Foram mortos 70 revoltosos e sete homens das tropas oficiais. Quase 3 centenas de malês foram presos e julgados. As penas aplicadas variaram de açoites, trabalhos forçados até a deportação para a África e a condenação à morte (o que foi sentenciado aos líderes).
Outra consequência da Revolta foi a proibição da circulação noturna dos africanos mulçumanos pelas ruas da capital da província da Bahia e a proibição da prática de cerimônias religiosas pelos adeptos do Islã.
A Sabinada foi um movimento contrário à Regência ocorrido entre 1837 e 1838 na Bahia.
Talvez o maior erro dos revoltosos foi não ter envolvido mais a população no movimento. Na época os intelectuais e membros mais abastados da sociedade de Salvador — os mentores ao lado de Sabino, como o político João Carneiro da Silva Rego, o advogado Inocêncio da Rocha Galvão e os militares Luiz Antônio Barbosa de Almeida e José Duarte da Silva — discutiram a possibilidade de manter o apoio popular à margem da revolta.
Ao tomar conhecimento da revolta, o regente Diogo Feijó começou a reunir e organizar as tropas para acabar com o movimento em Salvador.
O tempo que durou a Sabinada foi exatamente o tempo que as tropas imperiais demoraram para organizar a ação militar. Uma ofensiva conjunta por terra e mar teve início dia 13 de março de 1838 e durou até o dia 15 do mesmo mês. E foi uma ofensiva violenta, liderada pelo comandante Crisóstomo Calado, com várias casas queimadas, cerca de mil mortos e trezentos feridos, muitos deles pessoas que nem tinham muita vontade inicialmente de lutar ao lado dos republicanos, mas, sem opção frente ao cerco do exército imperial, tiveram que lutar.
Três líderes foram condenados à morte e outros tantos condenados à prisão perpétua, mas todas as penas foram convertidas em degredo em regiões mais isoladas do Brasil.
Aconteceu na Bahia em fevereiro de 1858. Uma multidão enfurecida gritava palavras de ordem na rua “carne sem osso, farinha sem caroço” expondo para os governantes a sua insatisfação com o preço e a qualidade da carne verde, e também o da farinha.
Tudo começou quando o Arcebispo Dom Romualdo de Seixas teve a infeliz ideia de trazer da Europa irmãs da caridade para cuidar dos doentes no Hospital da Misericórdia. As irmãs abusavam dos maus tratos às órfãs pobres recolhidas na Santa Casa, as moças revoltadas foram à janela gritar por socorro.
Os rapazes que passavam pela rua fizeram grande escândalo, em defesa das moças, provocando a intervenção de Dom Romualdo que transferiu as órfãs insubordinadas para o Convento da Lapa.
Uma passeata de apoio as moças foi organizada com grande adesão popular, que aproveitou o movimento para pedir também farinha barata, iluminação pública e estradas de ferro.
O Governo reagiu com cavalaria pesada encima dos manifestantes, mas de nada adiantou. O povo invadiu a Câmara gritando as palavras “carne sem osso, farinha sem caroço”. O Governador reagiu com ordem de dispensar o povo a golpes de espada e a coiçes de cavalo. Um grande corre-corre aconteceu, fazendo com que na fuga uma enorme quantidade de chinelos fossem abandonados, dando então a esta revolta o seu outro nome: “Sedição dos Chinelos”.
A Guerra de Canudos, aconteceu entre, 7 de novembro de 1896, a 5 de outubro de 1897.
Para enfrentar Canudos, foi necessária uma expedição federal autorizada pelo então presidente da República, Prudente de Morais, com cerca de 8 mil homens, comandados pelo General Arthur Oscar. Tal expedição partiu em agosto de 1897 e o ponto alto da guerra ocorreu entre setembro e outubro. Como as tropas federais dispunham de melhores equipamentos, como canhões e metralhadoras, o Arraial foi sendo destruído aos poucos, e a população inteira (incluindo mulheres, idosos e crianças), massacrada.
“Matt’s Blues” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Ultralounge” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“No Good Layabout” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Acid Trumpet” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Dispersion Relation” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Nile’s Blues” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Hustle” Kevin MacLeod (incompetech.com)
https://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/guerra-canudos.htm
By Thiago Trabuco BassanEste podcasts é em homenagem a um grande amigo e ouvinte, que faleceu no dia 25/06, Manolo, um grande músico e conhecedor de fatos e usuário Linux, que acima de tudo gostava de duas coisas, a sua Bahia e ser rabugento.
Deixem seus comentários e nos sigam nas redes sociais!
A Bahia é o estado mais tranquilo do Brasil, toda vez que o brasileiro quer mostrar para o mundo, o quanto somos um pais festeiros, a Globo abre um link para o Pelourinho com o Canuto mostrando o Olodum e seus tambores, a Bahia é sempre referência em alegria e festividade, mas o estado que originou o Brasil nem sempre foi só festas, muitas revoltas e guerras ocorreram neste território, iniciando dentro do seus domínios ou se estendo por ele, e por isso separamos aqui alguns dos principais fatos históricos bélicos baianos:
A Conjuração Baiana, também chamada de Revolta dos Alfaiates, ocorreu em 1798, em Salvador.
As principais causas, foram: Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais e alimentos. Além disso, reclamavam da falta de determinados alimentos. Também reclamavam de uma forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.
A Revolução Liberal de 1821, foi uma adesão de Salvador ao movimento que ocorrera em Portugal, na região do Porto, que exigiu a volta de D. João VI para aquele país.
A Federação dos Guanais aconteceu entre 1821 e 1823 em terra baiana e caracteriza-se por ser uma revolta nativista, ou seja, conflito entre os portugueses e os nativos brasileiros que aqui viviam.
A Revolta dos Malês foi uma das inúmeras rebeliões promovidas por escravos durante o Período Regencial. O motim ocorreu na cidade de Salvador, entre os dias 24 e 25 de janeiro de 1835 (no fim do mês sagrado do Ramadã), há exatos 180 anos.
O objetivo da revolta era tomar o poder, impor o islamismo, assassinar e confiscar os bens de brancos e mulatos e escravizar os não-mulçumanos.
O movimento teria sido planejado em reuniões organizadas pelos escravos livres, com a desculpa de praticarem exercícios de leitura e escrita corânicas, então eles dividiam tempo com rezas e conspirações.
Suspeita-se que algum integrante tenha delatado o próprio movimento. Ao procurar sair da cidade, um grupo de mais de quinhentos revoltosos, entre escravos e libertos, foi barrado na vizinhança do Quartel de Cavalaria em Água dos Meninos, onde se deram os combates decisivos, vencidos pelas forças oficiais, mais numerosas e bem armadas.
Foram mortos 70 revoltosos e sete homens das tropas oficiais. Quase 3 centenas de malês foram presos e julgados. As penas aplicadas variaram de açoites, trabalhos forçados até a deportação para a África e a condenação à morte (o que foi sentenciado aos líderes).
Outra consequência da Revolta foi a proibição da circulação noturna dos africanos mulçumanos pelas ruas da capital da província da Bahia e a proibição da prática de cerimônias religiosas pelos adeptos do Islã.
A Sabinada foi um movimento contrário à Regência ocorrido entre 1837 e 1838 na Bahia.
Talvez o maior erro dos revoltosos foi não ter envolvido mais a população no movimento. Na época os intelectuais e membros mais abastados da sociedade de Salvador — os mentores ao lado de Sabino, como o político João Carneiro da Silva Rego, o advogado Inocêncio da Rocha Galvão e os militares Luiz Antônio Barbosa de Almeida e José Duarte da Silva — discutiram a possibilidade de manter o apoio popular à margem da revolta.
Ao tomar conhecimento da revolta, o regente Diogo Feijó começou a reunir e organizar as tropas para acabar com o movimento em Salvador.
O tempo que durou a Sabinada foi exatamente o tempo que as tropas imperiais demoraram para organizar a ação militar. Uma ofensiva conjunta por terra e mar teve início dia 13 de março de 1838 e durou até o dia 15 do mesmo mês. E foi uma ofensiva violenta, liderada pelo comandante Crisóstomo Calado, com várias casas queimadas, cerca de mil mortos e trezentos feridos, muitos deles pessoas que nem tinham muita vontade inicialmente de lutar ao lado dos republicanos, mas, sem opção frente ao cerco do exército imperial, tiveram que lutar.
Três líderes foram condenados à morte e outros tantos condenados à prisão perpétua, mas todas as penas foram convertidas em degredo em regiões mais isoladas do Brasil.
Aconteceu na Bahia em fevereiro de 1858. Uma multidão enfurecida gritava palavras de ordem na rua “carne sem osso, farinha sem caroço” expondo para os governantes a sua insatisfação com o preço e a qualidade da carne verde, e também o da farinha.
Tudo começou quando o Arcebispo Dom Romualdo de Seixas teve a infeliz ideia de trazer da Europa irmãs da caridade para cuidar dos doentes no Hospital da Misericórdia. As irmãs abusavam dos maus tratos às órfãs pobres recolhidas na Santa Casa, as moças revoltadas foram à janela gritar por socorro.
Os rapazes que passavam pela rua fizeram grande escândalo, em defesa das moças, provocando a intervenção de Dom Romualdo que transferiu as órfãs insubordinadas para o Convento da Lapa.
Uma passeata de apoio as moças foi organizada com grande adesão popular, que aproveitou o movimento para pedir também farinha barata, iluminação pública e estradas de ferro.
O Governo reagiu com cavalaria pesada encima dos manifestantes, mas de nada adiantou. O povo invadiu a Câmara gritando as palavras “carne sem osso, farinha sem caroço”. O Governador reagiu com ordem de dispensar o povo a golpes de espada e a coiçes de cavalo. Um grande corre-corre aconteceu, fazendo com que na fuga uma enorme quantidade de chinelos fossem abandonados, dando então a esta revolta o seu outro nome: “Sedição dos Chinelos”.
A Guerra de Canudos, aconteceu entre, 7 de novembro de 1896, a 5 de outubro de 1897.
Para enfrentar Canudos, foi necessária uma expedição federal autorizada pelo então presidente da República, Prudente de Morais, com cerca de 8 mil homens, comandados pelo General Arthur Oscar. Tal expedição partiu em agosto de 1897 e o ponto alto da guerra ocorreu entre setembro e outubro. Como as tropas federais dispunham de melhores equipamentos, como canhões e metralhadoras, o Arraial foi sendo destruído aos poucos, e a população inteira (incluindo mulheres, idosos e crianças), massacrada.
“Matt’s Blues” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Ultralounge” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“No Good Layabout” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Acid Trumpet” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Dispersion Relation” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Nile’s Blues” Kevin MacLeod (incompetech.com)
“Hustle” Kevin MacLeod (incompetech.com)
https://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/guerra-canudos.htm