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O Brasil anda lembrando o livro “O Alienista”, de Machado de Assis, ou o filme “Asilo Muito Louco”, de Nelson Pereira dos Santos. Cada um toca para um lado, ninguém se entende e o país fica à deriva. Lembra também o ditado que diz que em “casa que falta o pão, todos berram e ninguém tem razão”.
Com isso, enquanto os mercados externos sobem, aqui ficamos parados ou caímos. Mas, quando lá fora a situação é ruim, aqui fica muito pior. Hoje foi típico disso, com mercados mais fracos e aqui queda acentuada durante boa parte do dia. Bovespa em queda e dólar surpreendendo com queda forte. Mas virada de mês (e mês tumultuado) é sempre assim. Além do mais, dia de rebalanceamento do Ibovespa e consequente ajuste de carteiras.
No exterior, a União Europeia anunciou que atingiu a meta de vacinar completamente 70% da população adulta, e o BCE que não deve mudar a política acomodatícia apesar da inflação alta pelo CPI de agosto de 3% anual. Mas o cenário inflacionário pode acabar permitindo o fim da compra de ativos em março.
A Índia anunciou que o PIB do trimestre encerrado em junho registrou alta de 20,1% e, no Canadá, a expansão do PIB foi de 1,1% no segundo trimestre. Nos EUA, o índice de atividade ISM de Chicago caiu para 66,8 pontos, de previsão de ficar em 69,4 pontos, e a confiança do consumidor também desacelerando em agosto.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,98%, com o barril cotado a US$ 68,53. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,181, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,30%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex, e commodities agrícolas também com boas quedas na Bolsa de Chicago. Queda de 1,91% para o minério de ferro negociado em Qingdao, na China, com a tonelada em US$ 153,67, acumulando perda de 15,3% em agosto.
Aqui, o lado político fervilhando. Bolsonaro versando sobre o racha com seu vice Mourão, dizendo que vai conversar com ele nos próximos dias, e também falando que a cadeira dele tem criptonita para ninguém chegar perto (referência aos efeitos danosos sobre o Super-Homem dos quadrinhos). Bolsonaro também voltou a mexer fortemente sobre as ações da Petrobras, ao dizer que vai começar a trabalhar no preço dos combustíveis, citando a Petrobras (as ações chegaram a cair mais de 4,6%) e possível ingerência na companhia.
A Câmara aprovou audiência pública para o ministro Paulo Guedes, Caixa Econômica e Banco do Brasil sobre a saída da Febraban e suspeitas de Pedro Guimarães ter coagido bancos a não assinarem manifesto. Já as relações de Paulo Guedes com o Senado andam às turras e, certamente, devem gerar maior dificuldade de aprovação de medidas importantes (ou nenhuma). Por sua vez, o relator da PEC dos precatórios afirma que a proposta deve ser mantida, mesmo com eventual acordo do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
By Banco ModalO Brasil anda lembrando o livro “O Alienista”, de Machado de Assis, ou o filme “Asilo Muito Louco”, de Nelson Pereira dos Santos. Cada um toca para um lado, ninguém se entende e o país fica à deriva. Lembra também o ditado que diz que em “casa que falta o pão, todos berram e ninguém tem razão”.
Com isso, enquanto os mercados externos sobem, aqui ficamos parados ou caímos. Mas, quando lá fora a situação é ruim, aqui fica muito pior. Hoje foi típico disso, com mercados mais fracos e aqui queda acentuada durante boa parte do dia. Bovespa em queda e dólar surpreendendo com queda forte. Mas virada de mês (e mês tumultuado) é sempre assim. Além do mais, dia de rebalanceamento do Ibovespa e consequente ajuste de carteiras.
No exterior, a União Europeia anunciou que atingiu a meta de vacinar completamente 70% da população adulta, e o BCE que não deve mudar a política acomodatícia apesar da inflação alta pelo CPI de agosto de 3% anual. Mas o cenário inflacionário pode acabar permitindo o fim da compra de ativos em março.
A Índia anunciou que o PIB do trimestre encerrado em junho registrou alta de 20,1% e, no Canadá, a expansão do PIB foi de 1,1% no segundo trimestre. Nos EUA, o índice de atividade ISM de Chicago caiu para 66,8 pontos, de previsão de ficar em 69,4 pontos, e a confiança do consumidor também desacelerando em agosto.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,98%, com o barril cotado a US$ 68,53. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,181, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,30%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex, e commodities agrícolas também com boas quedas na Bolsa de Chicago. Queda de 1,91% para o minério de ferro negociado em Qingdao, na China, com a tonelada em US$ 153,67, acumulando perda de 15,3% em agosto.
Aqui, o lado político fervilhando. Bolsonaro versando sobre o racha com seu vice Mourão, dizendo que vai conversar com ele nos próximos dias, e também falando que a cadeira dele tem criptonita para ninguém chegar perto (referência aos efeitos danosos sobre o Super-Homem dos quadrinhos). Bolsonaro também voltou a mexer fortemente sobre as ações da Petrobras, ao dizer que vai começar a trabalhar no preço dos combustíveis, citando a Petrobras (as ações chegaram a cair mais de 4,6%) e possível ingerência na companhia.
A Câmara aprovou audiência pública para o ministro Paulo Guedes, Caixa Econômica e Banco do Brasil sobre a saída da Febraban e suspeitas de Pedro Guimarães ter coagido bancos a não assinarem manifesto. Já as relações de Paulo Guedes com o Senado andam às turras e, certamente, devem gerar maior dificuldade de aprovação de medidas importantes (ou nenhuma). Por sua vez, o relator da PEC dos precatórios afirma que a proposta deve ser mantida, mesmo com eventual acordo do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).